O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (16) a inclusão da Coronavac, do Butantan, em uma lista chamada de "adesão do Brasil às vacinas". O anúncio aconteceu no Palácio do Planalto, durante cerimônia para apresentação de uma nova versão do plano nacional de imunização.
O governo, no entanto, não informou se há acordo fechado com o Butantan.
De acordo com a Folha de S. Paulo, a lista inclui a vacina de Oxford, a da Pfizer, Bharat Biotech, Moderna e Janssen, além do consórcio da Covax Facility, da OMS.
Na apresentação, o secretário de vigilância, Arnaldo Medeiros, afirmou que a lista envolve acordos e memorandos de intenção para possível compra futura.
"Dependendo da eficácia e segurança, o país, sim, vai comprar vacinas", disse Medeiros.
O ministério também anunciou que deve lançar ainda hoje a primeira fase de uma campanha de comunicação para vacinação. O objetivo é esclarecer sobre a segurança e eficácia das vacinas.
Em uma segunda fase, Medeiros disse que a campanha vai dizer que "a vacinação contra Covid-19 é o Brasil em ação pela sua proteção", mensagem que vai na direção oposta ao discurso de Bolsonaro, que afirmou nesta semana que não iria se vacinar e que quer incluir a obrigatoriedade num termo de responsabilidade para quem optar por tomar o imunizante.
"Iremos convocar os grupos a serem vacinados a ir aos postos de vacinação", afirmou o secretário.

