BRASÍLIA - Foi adiada para amanhã a sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que analisaria a admissibilidade da PEC que prevê a realização de eleições diretas em caso de vacância do cargo de presidente da República até seis meses antes do fim do mandato. Depois de começar com uma hora de atraso porque governistas boicotavam a sessão para evitar dar quorum, a sessão foi tomada por discursos acalorados de membros da oposição, que defendem a PEC, e do governo, que se opõem a ela. A PEC é de autoria do deputado Miro Teixeira (Rede-RJ).
A sessão foi interrompida quando o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), abriu a ordem do dia, no plenário da Casa. Neste momento, o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) gritou:
— Rodrigo Loures, Rodrigo Maia golpistas — bradou, referindo-se primeiramente ao deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que teria sido indicado pelo presidente Michel Temer para receber dinheiro da JBS e depois foi flagrado com uma mala com R$ 500 mil.
— Tá (sic) faltando dinheiro na mala do Rocha Loures — emendou Júlio Delgado (PSB-MG), minutos após O GLOBO ter publicado que Rodrigo Rocha Loures devolveu à Polícia Federal a mala com R$ 35 mil a menos.

