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Garota de programa é presa por se passar por coronel da FAB; vítima foi decapitada

Garota de programa é presa por se passar por coronel da FAB; vítima foi decapitada
Garota de programa é presa por se passar por coronel da FAB; vítima foi decapitada

Uma garota de programa identificada como Jerusa foi presa suspeita de envolvimento no assassinato do Coronel da Força Aérea Brasileira (FAB) Roberto Perdiza e assumir a identidade dele por quatro meses. Os dois tinham um relacionamento amoroso. O caso aconteceu em Natal, no Rio Grande do Norte, e foi mostrado pelo Fantástico, neste domingo (26).

No dia 30 de agosto de 2022, o coronel foi visto pela última vez entrando em um carro por aplicativo conforme mostram as imagens das câmeras de segurança do condomínio onde morava no bairro Ponta Negra.

Roberto visto pela última vez saindo do condomínio onde morava - Foto: Reprodução/TV Globo

No dia 7 de setembro de 2022, o zelador do condomínio, que era uma pessoa próxima de Roberto, entrou em contato com a irmã dele, Elodéa Perdiza, após notar a ausência da vítima. Elodéa informou que falava diariamente com o irmão, e que inclusive tinha recebido uma foto dele na piscina do condomínio. Foi quando o zelador informou que o coronel não aparecia há uma semana no local.

O advogado e amigo de Roberto, Milton Moreira, também estranhou a ausência do coronel por três dias, e entrou em contato com Jerusa, pois sabia que ela estava morando com Roberto. Por telefone, Jerusa afirmou que estava com ele e que Roberto entraria em contato, mas isso não aconteceu.

Um mês após o desaparecimento, a família registrou o boletim de ocorrência, afirmando que não tinham estranhado nada, pois todos os dias Roberto fazia publicações nas redes sociais.

Dias depois, Jerusa foi vista sacando dinheiro da conta de Roberto. Além disso, ela passou a receber corretores de imóveis no apartamento do coronel, o qual queria vender.

Em um certo dia, Milton recebeu uma mensagem de voz de Roberto e, num primeiro momento, ficou aliviado por pensar que o amigo estava vivo. Mas resolveu procurar no histórico de conversas e percebeu que aquela mensagem era antiga e tinha sido reenviada a ele.

Depois disso, amigos e familiares começaram a receber mensagens do número de Roberto na qual dizia para ninguém procurá-lo e que estava no Rio de Janeiro.

Três meses depois, restos mortais foram encontrados no município de Macaíba, e a perícia confirmou que era o parte do corpo de Roberto após um exame de DNA. A vítima foi esquartejada e teve cabeça e mãos decepados.

Segundo a Polícia Civil, no dia 30 de agosto, quando Roberto foi visto pegando um carro por aplicativo, na verdade ele estava de carona com um matador de aluguel, identificado como José Rodrigues. Naquele dia, ele levou Roberto até um bar onde se encontrou com Jerusa.

Depois do bar, o Jerusa e Roberto foram para um motel. De lá, ela ligou para José Rodrigues que levou o casal até uma área deserta em Macaíba, onde Roberto foi morto. O coronel teve as mãos e a cabeça decepadas para dificultar o reconhecimento do corpo.

José Rodrigues - Imagem: Reprodução/TV Globo

Jerusa foi presa em dezembro do ano passado e José em janeiro, mas o caso só ganhou repercussão neste domingo (26). Eles vão responder por latrocínio e podem pegar 30 anos de prisão.

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