O filho de Cristian Cravinhos entrou com um pedido de anulação de paternidade na Justiça, alegando sofrer constrangimento e ser "fulminado por olhares desconfiados" todas as vezes que precisa apresentar um documento em que consta o nome do se pai.
Segundo Rogério Gentile do UOL, o filho de Cravinhos, tinha três anos quando seu pai, e o tio Daniel Cravinhos mataram a pauladas o casal Manfred e Marísia Richthofen, pais de Suzane Von Richthofen, em 31 de outubro de 2002.
"Tenho vergonha", disse à Justiça, em uma ação na qual pede a anulação da paternidade.
O filho de Cristian, que em 2009 conseguiu mudar seu sobrenome por decisão judicial, quer agora não apenas retirar os dados do pai de todos os seus documentos, como também revogar qualquer dever jurídico da relação pai-filho. Abre mão, inclusive, do direito de receber pensão ou eventual herança.
Além do constrangimento, o estudante cita no processo o fato de nunca ter tido amparo afetivo e material do pai. Relata que, mesmo antes do crime, teve pouco contato com Cristian: por quatro meses após o nascimento, no dia do seu primeiro aniversário e por cinco meses entre 2000 e 2001, quando os pais resolveram tentar viver em família. Em 2010, na última vez que se encontraram, ele visitou o pai no presidio de Tremembé, em São Paulo.
O processo no qual o jovem pede a desconstituição da paternidade corre em segredo de Justiça. Cravinhos, hoje com 44 anos, ainda não foi ouvido.

