ACRE - A família do estudante Bruno Borges, de 24 anos, desaparecido no último dia 27 de março em Rio Branco, no Acre, começou a traduzir, neste sábado, os 14 livros criptografados por ele em seu quarto. A irmã de Bruno, Gabriela Borges, é a encarregada de decifrar os textos. A família não divulgou qual ferramenta utilizará para decodificar os escritos.
- São 14 livros que nosso filho deixou. Queremos saber o que eles dizem - disse.Segundo a mãe do estudante de psicologia, Denise Borges, os familiares estão empenhados em entender o que o rapaz escreveu.
Ainda de acordo com Denise, a família está tentando evitar o assédio de jornalistas, afirmando que precisa de "cuidar da vida". Além disso, ela afirmou que a família decidiu restringir completamente o acesso de estranhos à casa, especialmente ao quarto de Bruno.
A rua onde a família mora, uma via curta e sem saída no bairro do Aviário, tem sido mais frequentada depois que o estudante deixou de dar notícias. De acordo com Denise, não é raro encontrar pessoas fazendo vigília no local.
A Polícia segue fazendo buscas pelo paradeiro de Bruno. O delegado do caso, Josemar Portes, segue acreditando que o sumiço do estudante seja voluntário, sem relação com algum tipo de violência.

