Uma denúncia do Ministério Público de São Paulo apresentada nesta sexta-feira (21), afirma que a execução do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes foi motivada por vingança devido a sua atuação no combate às ações do Primeiro Comando da Capital (PCC). A vítima foi morta em via pública em setembro deste ano no litoral paulista.
A denúncia aponta que a ordem para matar o ex-delegado-geral veio do alto escalão do PCC. Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), Ruy Ferraz teve a morte encomendada pela chamada “sintonia geral” da organização criminosa.
Ao longo de sua carreira, Ruy passou pela Denarc, Dope e Deic. Nos anos 2000 divulgou organogramas da estrutura do PCC e anos depois liderou o indiciamento da cúpula da facção. Segundo a investigação, a morte do ex-delegado teve morte determinada desde 2019.
Entre os denunciados pelo Ministério Público sob acusação de participar do assassinato, estão Felipe Avelino da Silva (vulgo Mascherano); Flávio Henrique Ferreira de Souza (Beicinho ou Neno); Luiz Antonio Rodrigues de Miranda (Gão ou Vini); Dahesly Oliveira Pires; Willian Silva Marques; Paulo Henrique Caetano de Sales (13 ou PH)); Cristiano Alves da Silva (Cris Brown) e Marcos Augusto Rodrigues Cardoso (Pan, Fiel ou Penelope Charmosa).
Ainda conforme o Ministério Público, o grupo estudou toda a rotina de Ruy Ferraz e organizou pontos de apoio em Praia Grande, Mongaguá e na capital paulista. Câmaras de segurança foram desligadas durante a ação.
As investigações seguem em andamento para identificar e localizar outros envolvidos no crime.


