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Estudante cria copo que detecta adulteração em bebida

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Estudante cria copo que detecta adulteração em bebida
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Uma aluna do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), em Santa Rita do Sapucaí (MG), desenvolveu um copo capaz de indicar a possível adulteração de bebidas por metanol ou drogas. Batizado de Safe Sip (“gole seguro”, em tradução livre), o copo utiliza uma reação química visual para alertar o consumidor sobre a presença de substâncias contaminantes, sem alterar o sabor, o cheiro ou a aparência da bebida.

A tecnologia funciona por meio de uma fita gelatinosa produzida com antocianinas, pigmentos naturais extraídos de compostos vegetais. Ao entrar em contato com a bebida, a fita reage em até 15 segundos, mudando de cor conforme a substância detectada: amarelo neon indica metanol, enquanto a coloração rosa aponta a presença de drogas. O sistema foi testado para identificar GHB, cetamina e benzodiazepínicos, substâncias sedativas comumente usadas em golpes conhecidos como “Boa Noite, Cinderela”.

Segundo a orientadora do projeto, professora Maysa Costa Alves, o objetivo não é identificar uma droga específica, mas detectar substâncias dopantes a partir da variação de pH da bebida. A fita reage apenas a uma faixa química específica, não apresentando mudança de cor em contato com líquidos como café ou energético. Além disso, o material mantém sua eficácia por cerca de 72 horas antes de apresentar sinais de degradação.

Desenvolvido ao longo de dois anos pela estudante de engenharia biomédica Rayana Fernanda dos Santos Silva, o projeto ainda precisa passar por testes em cenários reais. Apresentado na Feira Tecnológica do Inatel (Fetin) de 2024, o Safe Sip recebeu o primeiro lugar em complexidade técnica e dará origem a um artigo científico. A pesquisa busca ampliar a segurança em festas e eventos, diante de estudos que indicam que cerca de 25% das mulheres já foram vítimas de crimes envolvendo drogas dopantes.

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