Durante as operações de combate ao garimpo ilegal, aviões, helicópteros e escavadeiras usadas nas extrações de minérios são destruídos por agentes, mas por que os equipamentos são destruídos e não aprendidos?
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) explicou que os equipamentos não são apreendidos de Terras Indígenas porque existem dificuldades para o translado.
“Na maioria dos casos, a retirada de maquinário pesado de áreas como terras indígenas é inviável do ponto de vista logístico. Não por acaso, tanto a legislação quanto a decisão judicial que determina o combate ao garimpo em território yanomami permitem a destruição desses equipamentos pelo IbamaI”, informou o Ibama ao Uol.
Existe também a preocupação de que esses equipamentos não estejam em dia com as manutenções já que são usados em atividade ilegal, o que deixa de ser seguro. "Frequentemente, as aeronaves encontradas contêm modificações estruturais ou funcionam em situações precárias. Nesses cenários não é possível garantir a segurança da equipe e o voo se torna absolutamente temerário”, ressaltou.
Outra resposta para queimar tudo é o impacto financeiro que isso causa na atividade ilegal. “A destruição dos equipamentos dificulta a continuidade da atividade ilegal. Descapitalizados, os infratores costumam levar mais tempo para restabelecer condições de retomar a operação."
Desde janeiro, uma força tarefa integrada entre o Ibama, a PF, a Força Nacional e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) instalou uma base na Terra Indígena Yanomamis em Roraima para combater o garimpo ilegal.

