LIMA, PERU - O presidente chega nesta sexta-feira à , em , trazendo na bagagem apenas um político: o aliado de primeira hora (PMDB-RS), deputado federal que é um dos inúmeros vice-líderes que o governo tem na Câmara dos Deputados. Com exceção do chanceler , que já está na capital peruana, nenhum ministro acompanhará Temer na viagem.
Perondi é habitué nas comitivas do presidente em viagens internacionais, e já voou ao lado de Temer para a Rússia e Noruega, em junho do ano passado, e para o encontro dos países dos Brics, que ocorreu na China, em setembro de 2017, entre outros.
Mas não só de viagens internacionais vive o parlamentar de 71 anos, que está em seu sexto mandato consecutivo como deputado federal. Ele também é um dos maiores frequentadores da casa oficial do presidente em Brasília, o Palácio do Jaburu, e participa com assiduidade dos almoços e jantares promovidos pelo presidente no Palácio da Alvorada, que usa o local para reuniões políticas e convescotes com aliados, inclusive nos finais de semana.
O deputado busca recuperar o protagonismo na defesa do presidente, perdido com a chegada de Carlos Marun ao ministério que cuida da articulação política do governo - e que fica um andar acima do gabinete de Michel Temer. Tanto que, quando foi deflagrada a Operação Skala, que prendeu amigos do presidente, Perondi chegou a estudar o decreto dos portos para poder fazer uma defesa mais enfática da biografia e do legado de Temer. Ele chegou a ficar uma hora ao telefone com Gustavo Rocha, assessor jurídico de Temer, para entender as minúcias do documento.
Rocha aparece em grampos da Operação Patmos em conversa com o ex-assessor do presidente Rodrigo Rocha Loures, conhecido como "o homem da mala", e chega a explicar para Loures, em maio do ano passado, que as alterações que ele queria emplacar no texto, e que beneficiariam a empresa Rodrimar, eram sensíveis demais e iriam expor o presidente.

