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Doação oculta é pra fazer coisa errada, diz presidente de comissão

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BRASÍLIA - A possibilidade de manter em sigilo o nome do doador para campanhas políticas, apresentada ontem no texto do relator da reforma política, Vicente Cândido (PT-SP), foi pensada para "quem quer fazer coisa errada". Essa é a opinião do presidente da comissão especial da reforma, deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), que senta ao lado de Cândido em todas as sessões sobre o tema.

Hoje foram retomados os debates sobre formas de doação e distribuição do chamado fundão, o fundo eleitoral público aprovado pela comissão. No intervalo da sessão, Vieira Lima fez duras críticas ao doador oculto.

— Quem quer doação oculta é porque quer fazer coisa errada. E o pior é que isso mancha toda a reforma política. É burrice. Quero ver de quem foi essa ideia, porque até agora tá oculto — reclamou Vieira Lima.

Em seguida, Cândido defendeu sua posição. Ele não quis identificar de quem foi a ideia, mas disse que partiu de vários colegas, ele achou interessante e por isso encampou.

— Eu defendo por conta do momento que estamos vivendo, de achincalhamento das pessoas que têm posições. É a preservação da integridade do doador. Se você for em outros países que defendem essa tese você vai ver que está consolidado. Mas como é no Brasil, tudo tem polêmica, tudo é perigoso — disse Cândido.

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