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Defesa de Lula apresenta a Moro mais 11 depoimentos para embasar decisão sobre tríplex

SÃO PAULO. Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediram ao juiz Sergio Moro que sejam incluídas na ação que julgará a propriedade do tríplex do Guarujá depoimentos de 11 testemunhas arroladas pela defesa numa segunda ação, na qual o Ministério Público Federal aponta supostas vantagens pagas pela Odebrecht. Este tipo de prova é chamada de "prova emprestada" de outro processo. Entre os depoimentos apresentados está o do empresário Jorge Gerdau, que integrou o conselho de administração da Petrobras durante 13 anos, entre 2001 e 2014

Gerdau afirmou a Moro que o conselho sabia da orientação política das escolhas, mas não do vínculo dos futuros diretores da estatal com os partidos políticos, já que todos eram funcionários de carreira da empresa, com 20 anos, 30 anos de casa, e currículos que não geravam suspeita. O conselho da Petrobras é o responsável para eleger a diretoria da estatal.

A ação que envolve o tríplex está pronta para ser julgada e o juiz Sergio Moro pode dar a sentença a qualquer momento. A expectativa é que a sentença seja proferida em breve.

As demais testemunhas são representantes de instituições financeiras e escritórios de advocacia que participaram do processo de emissão de ações da Petrobras, em 2010. Todos afirmaram ao depor que a estatal foi analisada minuciosamente, sem que tenham percebido ou suspeitado de qualquer irregularidade ou indícios de corrupção.

" (...) foram produzidas provas testemunhais que demonstram diversas inconsistências das hipóteses acusatórias comuns à acusação desta ação penal", diz a defesa de Lula, acrescentando que é possível, segundo decisão do Superior Tribunal de Justiça, emprestar prova de outros processos para subsidiar a decisão do juíz.

Na segunda ação, que envolve a Odebrecht, Lula é acusado de ter recebido a cobertura vizinha à dele, em São Bernardo do Campo, que está em nome de Glauco Costamarques, primo de José Carlos Bumlai, pecuarista e amigo pessoal do ex-presidente. Os advogados de Lula afirmam que o apartamento foi alugado pela família Lula, mas não apresentou recibos de pagamento. Na mesma ação, o MPF afirma que Lula obteve vantagem com a compra de um prédio em São Paulo, no valor de R$ 12 milhões, que seria destinado à abrigar o Instituto Lula. O Instituto Lula nunca usou a propriedade e seus diretores dizem que o prédio foi recusado, já que não era adequado. O empresário Marcelo Odebrecht diz que tirou o dinheiro da subconta "Amigo", parte da conta que seria administrada pelo ex-ministro Antonio Palocci. Como o prédio não foi aceito, teria creditado o valor novamente na planilha da conta "italiano".

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