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Defesa de Augusto Heleno acusa "perseguição" após início da execução da pena

Defesa de Augusto Heleno acusa "perseguição" após início da execução da pena
Defesa de Augusto Heleno acusa "perseguição" após início da execução da pena

A defesa do general Augusto Heleno voltou a criticar, nesta terça-feira (25), o processo referente à trama golpista que levou à condenação do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Os advogados afirmam que a ação apresenta “ilegalidades” e configura um cenário de “perseguição”, especialmente após o início da execução das penas dos réus ligados ao chamado núcleo 1 do caso.

Heleno foi condenado a 21 anos de prisão por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. Segundo a defesa, o julgamento teria se distanciado de critérios técnicos, transformando-se em um “julgamento de exceção”. Os representantes do militar reiteraram confiança na inocência do general e prometeram atuar “de forma incansável” pela anulação do processo.

Após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Augusto Heleno foi detido nesta terça-feira e encaminhado ao Comando Militar do Planalto, onde chegou acompanhado por generais de quatro estrelas. De acordo com nota divulgada pelo Exército, a custódia seguirá “as normas vigentes aplicadas a militares em organizações do Exército”.

O STF também encaminhou ao Superior Tribunal Militar (STM) um pedido para que seja analisada a eventual perda de patente dos militares envolvidos na articulação golpista. A medida faz parte das etapas finais do processo que apura a participação de integrantes das Forças Armadas no planejamento e incentivo a ações contra o Estado Democrático de Direito.

Em nota pública, a defesa de Heleno afirmou que a legitimidade do sistema de Justiça depende da confiança social em sua imparcialidade e criticou o que chamou de interferência política no caso. O documento reforça que, na visão dos advogados, quando “narrativas” se sobrepõem às provas, o Estado de Direito é comprometido. A defesa reiterou a “absoluta convicção” na inocência do general e disse que continuará buscando o reconhecimento formal dessa condição.

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