A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) selou, nesta terça-feira (25), o destino judicial e político de Jair Bolsonaro. Com o referendo unânime que encerrou a ação penal, o ex-presidente passa a cumprir definitivamente a pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, emendando a detenção preventiva decretada no último sábado (22) com a execução da condenação em regime fechado.
A decisão encerra a jornada incomum de um militar que se tornou um dos nomes mais polarizadores da política brasileira.
Ascensão e governo turbulento
Nascido em 21 de março de 1955, em Glicério (SP), Bolsonaro é um capitão reformado e foi deputado federal por quase três décadas. Ele surpreendeu o país ao vencer as eleições de 2018. Com uma campanha focada nas redes sociais, retórica antissistema e forte apelo conservador, ele deixou o "baixo clero" para assumir o Palácio do Planalto.
Seu governo (2019-2022) foi marcado por:
Conflitos institucionais: tensão constante com o STF, Congresso e imprensa.
Negacionismo: postura contestada durante a pandemia de Covid-19, minimizando o vírus e confrontando medidas sanitárias.
Ataques ao sistema eleitoral: tentativas sistemáticas de minar a confiança nas urnas eletrônicas.
A queda e a condenação definitiva
A derrota na reeleição em 2022 foi sucedida por atos antidemocráticos de seus apoiadores, culminando na invasão das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. Investigações apontaram o envolvimento do ex-presidente, que se tornou réu e, em setembro, foi condenado a 27 anos de prisão.
Com a condenação definitiva confirmada hoje, a punição extrapola a cadeia:
Suspensão de Direitos Políticos: Bolsonaro perde os direitos políticos durante todo o período da pena.
Inelegibilidade prolongada: Ele enfrentará oito anos adicionais de inelegibilidade, tirando-o do cenário eleitoral até por volta de 2060.

