A CPI do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira (25) o convite aos ministros do STF, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, para prestar esclarecimentos à comissão. Também foi convocado Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, cujo comparecimento é obrigatório. O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), conduziu a votação simbólica de diversos convites e requerimentos de informação, aprovando-os em bloco, com exceção da convocação de Vorcaro.
Além dos magistrados e do banqueiro, a CPI aprovou convites à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e ao ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega. A comissão também solicitou informações sobre o registro de entrada de Augusto Ferreira Lima, ex-executivo do Banco Master, no Senado, e aprovou convocações relacionadas a familiares e empresas vinculadas a Dias Toffoli.
Os questionamentos sobre os ministros se concentram em vínculos com instituições financeiras. O escritório da esposa de Moraes firmou contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, enquanto Toffoli, sócio anônimo da empresa Maridt, teve participação indireta em negócios de resorts administrados por irmãos, ligados a Vorcaro. O senador Eduardo Girão (Novo-CE), autor do convite, apontou decisões processuais e administrativas incomuns durante a Operação Compliance Zero no STF, envolvendo Toffoli, e possíveis interesses privados relacionados a Moraes.
A reunião também tinha previsão de ouvir o ex-deputado estadual do Rio de Janeiro, Thiego Raimundo dos Santos Silva (TH Joias), preso em setembro do ano passado por suposta ligação com o Comando Vermelho. No entanto, o comparecimento dependia de autorização judicial, que não havia sido concedida até a sessão. Com isso, Contarato encerrou a reunião após tratar de convocações, convites e quebras de sigilo, deixando o depoimento de TH Joias para uma data futura.

