Para evitar a correria, o estudante João Henrique Avilla, de 18 anos, chegou mais cedo. Ele mora no Jardim Botucatu, zona norte, e fez o percurso de ônibus. "Saí com três horas de antecedência, pois de ônibus sempre demora mais. Sou ansioso, gosto de fazer tudo com antecedência." Ele quer fazer engenharia na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). O teólogo Jovah Lima, de 35, experiente em vestibular, também chegou com antecedência. Pós-graduado, ele quer voltar ao banco escolar para cursar Psicologia em universidade federal.
Já o estudante João Pedro Guerreiro, de 16 anos, descobriu no portão do prédio que tinha deixado em casa o documento de identidade. Inconformado, ligou para a mãe para pedir ajuda. Acabou desistindo. "Felizmente, eu ia prestar como treineiro. Quando for para valer vou tomar mais cuidado."
O transporte público tinha um esquema especial, com ônibus extras para atender os locais mais distantes, como o campus da Universidade de Sorocaba (Uniso) e o da Universidade Paulista (Unip), que ficam fora da cidade. O uso do cartão de estudante, vetado nos fins de semana, foi liberado para o Enem.
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