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Comissão do Congresso aprova MP que isenta conta de luz para famílias de baixa renda

Comissão do Congresso aprova MP que isenta conta de luz para famílias de baixa renda
Comissão do Congresso aprova MP que isenta conta de luz para famílias de baixa renda

A comissão mista do Congresso Nacional aprovou, nesta quarta-feira (3), a Medida Provisória (MP) 1300/25, que altera a Tarifa Social de Energia Elétrica (TSSE). A proposta, que agora segue para votação na Câmara dos Deputados e no Senado, visa isentar famílias de baixa renda do pagamento da conta de luz em casos de baixo consumo.

A medida, que já está em vigor desde julho, foi elaborada para beneficiar famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) que consomem até 80 kilowatts-hora (kWh) por mês. Segundo o governo, a gratuidade total poderá beneficiar até 4,5 milhões de famílias, enquanto outras 17,1 milhões terão os primeiros 80 kWh do mês isentos de cobrança.

Novas regras e quem tem direito

De acordo com as regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a isenção total é válida para consumidores que utilizam instalações trifásicas e consomem até 80 kWh mensais. Nesses casos, a fatura poderá cobrar apenas custos não relacionados ao consumo de energia, como a contribuição de iluminação pública ou o ICMS.

O benefício da Tarifa Social é concedido automaticamente para as famílias que se enquadram nos seguintes requisitos:

Estar inscrita no CadÚnico com renda familiar mensal por pessoa igual ou inferior a meio salário-mínimo.

Receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou possuir uma renda familiar de até três salários-mínimos, com algum membro da família que precise de equipamentos elétricos para tratamento de saúde.

Ser família indígena ou quilombola inscrita no CadÚnico com consumo mensal de até 80 kWh.

A MP também prevê outras medidas, como tarifas diferenciadas por horário e a possibilidade de fornecimento de energia pré-paga. No entanto, o relator Fernando Coelho Filho (União-PE) explicou que as discussões sobre a abertura do mercado de energia serão tratadas em uma nova proposta, a MP 1304/25. O Congresso Nacional tem até o início de novembro para aprovar a MP 1300/25 antes que ela perca a validade.

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