O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, preso em abril na quarta fase da Operação Compliance Zero, enfrenta não apenas acusações de corrupção e lavagem de dinheiro, mas também relatos de assédio moral feitos por funcionários da instituição.
Segundo servidores, a gestão de Costa foi marcada por episódios de constrangimento e pressão psicológica. Há relatos de gritos em reuniões, exigência de que celulares fossem deixados fora das salas e cobranças consideradas abusivas, criando um ambiente de medo e intimidação. Essas práticas, segundo os funcionários, eram recorrentes desde o início de sua administração em 2019.
A prisão de Costa ocorreu no contexto da investigação que apura um esquema bilionário envolvendo o Banco Master, no qual ele teria recebido imóveis avaliados em mais de R$ 140 milhões como propina para facilitar operações fraudulentas. O Supremo Tribunal Federal manteve sua prisão preventiva, apontando indícios de que ele atuava como representante do banqueiro Daniel Vorcaro dentro do BRB.



