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Comissão da reforma política aprova autorização de bingos para arrecadação eleitoral

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BRASÍLIA - Enquanto não há acordo para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria um fundo público para financiar as campanhas e o chamado distritão, a comissão especial da reforma política aprovou na tarde desta terça-feira um projeto da reforma política que autoriza a exploração de bingos para a arrecadação de recursos para as eleições.

Esse ponto vinha sendo defendido pelo relator da matéria, deputado Vicente Cândido (PT-SP), mas sofreu críticas ferrenhas dentro de seu próprio partido. O texto aprovado também regula as doações de pessoas físicas e define a distribuição do dinheiro desse novo fundo público, caso ele seja realmente criado. Outra polêmica aprovada foi o perdão de 90% das multas eleitorais dos partidos.

O chamado texto-base, ou esqueleto do projeto, já foi aprovado, mas ainda faltam ser votados os destaques. A matéria seguirá para o plenário da Câmara e, diferentemente da PEC do fundão e do distritão, precisa de menos votos para ser aprovada por ser um projeto de lei. O texto já aprovado fixa para 2018 um limite máximo de 10% do rendimento bruto de cada eleitor para serem doados nas eleições. O valor não pode ultrapassar 10 salários mínimos para cada cargo que está sendo disputado.

O fundão e o distritão também já foram aprovados pela comissão, mas seguem empacados no plenário por falta de acordo. São necessários 308 votos, ou 2/3 da Câmara, para avalizá-los. Tudo o que os deputados conseguiram até o momento foi retirar a previsão contida no texto original de destinar 0,5% das receitas líquidas da União para abastecê-lo. Se fosse mantido e aprovado, esse percentual daria ao fundo R$ 3,6 bilhões a serem distribuídos entre os partidos para bancar as eleições.

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