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Com jingle de campanha, Meirelles se filia ao PMDB

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BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, oficializou nesta terça-feira sua filiação ao . O evento teve tom de campanha, decorado com fotos do presidente e de Meirelles e com direito a jingle: “M de Michel, M de Meirelles e M de MDB”. Com a filiação, o ministro – que tem até dia 7 para de desincompatibilizar do cargo – tenta se viabilizar como candidato a presidente da República após o PSD de não ter lhe dado legenda para concorrer ao cargo.

Enfraquecido pela possibilidade de pesar contra ele uma terceira denúncia, Temer também queria ser o candidato do partido, possibilidade que hoje está praticamente descartada diante dos últimos acontecimentos na Operação Skala, que prendeu amigos do presidente.

Com isso, Meirelles ganha força, mas ainda enfrentará o desafio de conquistar apoio dentro do PMDB. Se não conseguir, corre o risco de ser abandonado pelo partido na eleição, reeditando o pleito de 1989, quando Ulysses Guimarães, candidato da legenda, chegou ao fim do primeiro turno com menos de 5% dos votos.

Interlocutores do Palácio do Planalto avaliam que, a partir de hoje, foi dado o start para a campanha eleitoral. A filiação de Henrique Meirelles ao partido de Temer mostra, segundo esses auxiliares, que agora o governo tem uma candidatura para defender, ainda que não tenha se definido ainda o candidato oficial, já que o presidente, apesar de fragilizado, ainda não desistiu de ser o cabeça de chapa.

Líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) abriu a cerimônia ressaltando a "coragem" de Meirelles por estar à frente do Ministério da Fazenda.

— (Meirelles) conseguiu no meio de tormentas, no meio de ataques, no meio de especulações, conseguiu ter o tirocínio, o equilíbrio, a experiência, para fazer com que a nau Brasil, esse país, fosse conduzido da melhor forma possível —disse Jucá.

Após assinar a filiação , Meirelles exaltou os esforços do PMDB e do presidente Temer em retomar a economia a despeito de decisões difíceis de ajuste que foram tomadas. Ele defendeu o discurso de que é preciso defender o legado construído e manter as decisões que possibilitaram a retomada do crescimento. O ministro ressaltou que o país voltou a crescer, tem indicadores baixos de inflação e que o desemprego está menor, apesar de ainda alto.

— Estamos construindo o país que queremos. Não vamos construir no futuro, estamos construindo hoje. Sabemos, portanto, que voltamos ao caminho do crescimento. Quem diria, presidente, parecia impossível. Esse legado não pode ser perdido ou esquecido. É preciso preserverar. Tenho muito orgulho de me filiar a um partido que sempre que foi chamado teve a responsabilidade de fazer o que era correto e necessário para o país — disse.

Segundo ele, ele e o partido têm o compromisso de gerar mais “emprego, renda e oportunidade para todos”.

— Só teremos um país justo quando o filho de um operário tiver as mesmas oportunidades que o filho de um médico. Isso não é uma bandeira da esquerda ou da direita. Igualdade de oportunidades é uma luta.

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