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Com doença rara, jovem consome 20kg de maisena por mês para sobreviver

Rainha da Maisena

Com doença rara, jovem consome 20kg de maisena por mês para sobreviver
Com doença rara, jovem consome 20kg de maisena por mês para sobreviver

A jovem Letícia Ramos possui uma doença rara que afeta o metabolismo do glicogênio no organismo, chamada de glicogenose, e para sobreviver consome 20 kg de maisena por mês, além de uma dieta equilibrada.

Letícia precisa consumir amido de milho de 3 em 3 horas dissolvidos em água, e passou a falar sobre a condição nas redes sociais, onde passou a ser chamada de “Rainha da Maisena”.

Letícia descobriu a doença ainda na infância após várias biópsias. Ela começou a apresentar os sintomas aos 2 anos com abdômen estendido, tom de pele esverdeado, hipoglicemia e convulsões. A jovem chegou a ficar sem andar por um tempo por conta da doença.

“Eu tinha muita vergonha de tomar o amido de milho, eu sempre queria sair correndo pra me esconder. Eu também já fui afastada pela escola algumas vezes por causa de problemas com dengue, porque eu não podia pegar. Foi uma vida bem assim, meio separada das outras pessoas”, contou Letícia ao G1.

A glicogenose é uma doença que afeta o metabolismo do glicogênio no fígado, principal fonte de energia do ser humano. Pessoas com a doença pode ter mais episódios de hipoglicemia, que levam a convulsão e, em casos mais graves, até à morte.

A função do amido de milho no corpo é evitar o acúmulo do glicogênio do fígado.

“O amido de milho cru deve ser pesado em balança para um correto tratamento, evitando o excesso de ingestão de amido e obesidade desnecessária, e também evitando o tratamento insuficiente, não mantendo a glicemia em níveis normais. É uma doença que impõe mais restrições aos portadores do que o diabetes. Em razão do risco de hipoglicemia, as pessoas acometidas por essa enfermidade devem se submeter a dietas rigorosas de restrições de açúcar e realizar vários testes diários do nível de glicose sanguínea“, informou  à publicação a gastrohepatologista e cirurgiã de transplantes hepáticos Eloiza Quintela, que acompanha o caso de Letícia em São Paulo.

Reprodução Instagram / Leticia Andrea Ramos

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