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Câmara dos Deputados aprova urgência de projeto que amplia isenção no Imposto de Renda

Câmara dos Deputados aprova urgência de projeto que amplia isenção no Imposto de Renda
Câmara dos Deputados aprova urgência de projeto que amplia isenção no Imposto de Renda

BRASÍLIA, DF, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (21), o requerimento de urgência do projeto de lei que eleva a faixa de isenção do Imposto de Renda a R$ 5.000, o que permite a tramitação mais célere do texto.

O governo Lula (PT) vinha pressionando para que a proposta fosse levada à votação nesta semana, e a expectativa dos governistas é a de que o mérito seja analisado no plenário já na semana que vem.

Mesmo partidos de oposição, como PL e Novo, orientaram voto sim ao requerimento de urgência.

O relatório do projeto, elaborado pelo deputado federal Arthur Lira (PP-AL), eleva a faixa de redução do IR para até R$ 7.350. O texto enviado pelo governo previa uma espécie de transição entre a isenção total e R$ 7.000. Lira retomou no texto o redutor de 34% na carga tributária para contribuintes de alta renda, como havia sido proposto pela equipe econômica.

O texto de Lira, que já foi aprovado em comissão especial no mês passado, manteve a criação do imposto mínimo, que será cobrado de quem ganha a partir de R$ 50 mil mensais (cerca de R$ 600 mil anuais) e também a alíquota de 10% para quem ganha a partir de R$ 1,2 milhão ao ano.

O projeto mantém a cobrança de imposto de renda sobre lucros e dividendos acima de R$ 50 mil mensais, que passarão a ter o tributo retido na fonte, e a tributação de 10% sobre esses rendimentos auferidos por estrangeiros ou remetidos ao exterior.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados também retomou em seu relatório a possibilidade de os estrangeiros e não residentes acumularem crédito tributário sobre o Imposto de Renda retido na fonte sobre dividendos. Esses contribuintes terão um ano para pleitear esses créditos.

A alíquota é de 10%, a mesma que será recolhida sobre dividendos mensais acima de R$ 50 mil. Lira também fixou no texto o dia 31 de dezembro de 2025 como a data limite para deliberação de pagamento de dividendos (para residentes ou não) que não estarão sujeitos à nova tributação, mesmo que o pagamento seja executado depois dessa data.

O relator disse considerar que começar a cobrar o imposto de lucros registrados neste ano causaria insegurança jurídica. O dispositivo ainda precisará ser regulamentado, segundo o relator.

ENTENDA O QUE O PLENÁRIO DA CÂMARA VAI ANALISAR

Nova faixa de isenção

Renda de até R$ 5.000 passam a ser isentas de Imposto de Renda

Desde maio deste ano, estão isentos os que ganham até R$ 3.036

10 milhões de pessoas serão beneficiadas, segundo o governo

ISENÇÃO PARCIAL DE IMPOSTO DE RENDA

Quem ganha até R$ 7.350 pagará menos IR do que paga atualmente

Acima de R$ 5.000, o contribuinte terá percentuais de desconto sobre o imposto a pagar

QUANTO VAI CUSTAR

R$ 31,25 bilhões em 2026

R$ 33,53 bilhões em 2027

R$ 35,80 bilhões em 2028

QUEM VAI PAGAR

Imposto mínimo para rendas mais altas

Quem ganha mais de R$ 50 mil mensais fica sujeito a uma alíquota mínima efetiva, que equivale ao tributo efetivamente pago

Essa cobrança vai incidir também sobre dividendos acima desse valor, que terão imposto recolhido na fonte

A alíquota máxima de 10% será cobrada de quem ganha mais de R$ 1,2 bilhão

Quanto o governo vai arrecadar com o imposto mínimo

R$ 25,22 bilhões em 2026

R$ 29,49 bilhões em 2027

R$ 29,83 bilhões em 2028

DISPOSITIVO REDUTOR

Na renda alta, haverá um "encontro de contas" entre a tributação da pessoa física e da pessoa jurídica

O mecanismo prevê que as alíquotas nominais não passem de 34%

A alíquota equivale para a maioria das empresas; para bancos é de 40%

Com esse dispositivo, um acionista terá seus dividendos tributados em até 10% ou até que, na soma das alíquotas jurídicas, chegue a 34% ou 40%

Imposto sobre dividendos de estrangeiros ou remetidos ao exterior

Esses pagamentos terão alíquota de 10% retida na fonte

QUANTO O GOVERNO VAI ARRECADAR COM ESSES DIVIDENDOS

R$ 8,90 bilhões em 2026

R$ 9,69 bilhões em 2027

R$ 9,81 bilhões em 2028

 

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