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Brasileiros desistem de trabalhar nos EUA após nova taxa de visto imposta por Trump

Brasileiros desistem de trabalhar nos EUA após nova taxa de visto imposta por Trump
Brasileiros desistem de trabalhar nos EUA após nova taxa de visto imposta por Trump

A recente ordem executiva assinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impõe uma taxa anual de US$ 100 mil (cerca de R$ 530 mil) ao visto H-1B, está provocando uma onda de desistências entre brasileiros que planejavam trabalhar legalmente no país. O visto, tradicionalmente utilizado por empresas americanas para contratar profissionais estrangeiros altamente qualificados, tornou-se financeiramente inviável para muitos.

A nova regra prevê que a taxa seja paga anualmente, podendo se estender por até seis anos, o tempo máximo de permanência permitido pelo H-1B. Com isso, o custo total pode ultrapassar R$ 3 milhões, valor que empresas teriam que desembolsar para manter um único profissional estrangeiro em sua equipe.

Impacto direto nos brasileiros

Profissionais das áreas de tecnologia, engenharia, saúde e finanças, que antes viam o H-1B como porta de entrada para oportunidades nos EUA, agora estão reavaliando seus planos ou migrando para países como Canadá, Irlanda e Alemanha, que oferecem programas de imigração mais acessíveis.

Agências de intercâmbio e consultorias jurídicas relatam queda expressiva na procura pelo visto H-1B desde o anúncio da nova taxa. Muitos brasileiros que já estavam em processo de candidatura decidiram abandonar o trâmite, alegando que o custo não compensa o risco e a instabilidade política.

Empresas americanas também demonstram preocupação. Gigantes como Google, Amazon e Microsoft, que dependem do H-1B para atrair talentos internacionais, podem enfrentar dificuldades para manter a competitividade global.

A medida, segundo o governo Trump, visa proteger empregos americanos. Mas especialistas alertam que o efeito pode ser o oposto: afastar profissionais altamente qualificados e enfraquecer setores estratégicos da economia.

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