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Bolsonaro, Torres e militares condenados: veja onde cada um ficará preso

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Bolsonaro, Torres e militares condenados: veja onde cada um ficará preso
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O STF definiu nesta terça-feira (25) os locais de cumprimento de pena dos principais condenados pela trama golpista de 2022, incluindo Jair Bolsonaro e ex-integrantes do alto comando das Forças Armadas. As decisões foram assinadas pelo ministro Alexandre de Moraes após o trânsito em julgado das condenações.

Bolsonaro permanecerá na mesma sala da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde está desde sábado (22). O ex-presidente foi condenado a 27 anos de prisão por liderar a tentativa de golpe e, como não apresentou novos recursos, iniciou oficialmente o cumprimento da pena em regime fechado.

Os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira também tiveram a execução da pena iniciada. Ambos foram levados nesta terça-feira (25) para o Comando Militar do Planalto, em Brasília. Heleno foi condenado a 21 anos de prisão, e Paulo Sérgio, a 19 anos — ambos por participação ativa no núcleo militar da trama golpista.  

Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira

Outro ex-ministro de Bolsonaro, Walter Braga Netto cumprirá pena na 1ª Divisão do Exército, na Vila Militar, no Rio de Janeiro. Ele foi condenado a 26 anos, a segunda maior pena entre os envolvidos, e já estava preso preventivamente desde dezembro de 2024. 

Braga Netto - Foto: Carolina Antunes/PR

O ex-comandante da Marinha, Almir Garnier, começará a cumprir pena na Estação Rádio da Marinha, em Brasília. Condenado a 24 anos de prisão, ele foi apontado pelo STF como o único chefe das Forças Armadas que aderiu expressamente ao plano golpista, chegando a colocar tropas à disposição do ex-presidente. 

Almir Garnier - Foto: Ton Molina/STF

Já o ex-ministro da Justiça Anderson Torres cumprirá pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Condenado a 24 anos, ele teve a prisão imediata determinada por Moraes após optar por não apresentar os embargos finais. Segundo o STF, Torres atuou para dar base jurídica aos atos golpistas, manipulou forças de segurança e participou de ações de desinformação contra o processo eleitoral.

Anderson Torres - Foto: Reprodução

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