CACHOEIRA PAULISTA - O presidente eleito Jair Bolsonaro voltou a comparar os indígenasque vivem em demarcações feitas pelo governo a animais emzoológicos . Depois de participar nesta sexta-feira, dia 30, de uma formatura na Escola de Especialistas da Aeronáutica e conceder uma entrevista a emissoras católicas, Bolsonaro comentou sobre a pressão externa que o país teria sofrido nos últimos anos para aumentar o número de reservas indígenas.
Ao falar sobre o Acordo de Paris — tratado internacional que tem como objetivo reduzir a emissão de gases do efeito estufa —, o presidente eleito disse que não tem interesse em "maltratar" os índios.
— Em todos os acordos no passado, sempre notei uma pressão externa no tocante a cada vez mais demarcar terra para índio, demarcar reservas ambientais. Na Bolívia tem um índio que é presidente. Por que no Brasil devemos mantê-los reclusos em reservas como se fossem animais em zoológicos? O índio é um ser humano igual a nós — afirmou Bolsonaro.
Para ele, uma das diretrizes da Organização das Nações Unidas (ONU) que prevê a autodeterminação dos povos, reservas como a dos índios ianomami poderiam, no futuro, virar países independentes.
— Não pode usar a situação do índio para demarcar essa enormidade de terra que poderão ser novos países no futuro — disse.
Após a visita a emissoras católicas, Bolsonaro foi para Resende, no interior fluminense, onde ficará até este sábado, quando participará da formatura dos oficiais da Academia Militar das Agulhas Negras. Durante a tarde, Bolsonaro aproveitou para comer um cachorro-quente na cidade onde estudou durante a década de 1970.

