O governo federal lançou oficialmente o programa Move Motos, uma linha de crédito voltada para motociclistas e entregadores de aplicativo financiarem veículos de duas rodas sem necessidade de entrada. Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a iniciativa visa tirar a categoria da invisibilidade, garantindo mais dignidade e direitos cidadãos a esses profissionais.
O Move Motos integra o programa macro Move Brasil, operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a renovação de frotas no país. O novo braço do programa permite o financiamento de até 100% do valor de ciclomotores, motonetas, motocicletas e bicicletas elétricas fabricadas em território nacional.
A linha de crédito oferece condições significativamente mais vantajosas do que as praticadas no mercado financeiro tradicional. De acordo com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, enquanto os juros médios para compra de motos no mercado giram em torno de 27% ao ano, o Move Motos fixou o teto em 12,5% ao ano.
O programa também traz diferenciação de gênero e condições especiais de pagamento:
Taxas mensais: 0,99% ao mês para homens e 0,91% ao mês para mulheres.
Carência: Período de dois meses para o início do pagamento (podendo chegar a três na prática). Quem contCom juros menores para mulheres, governo cria linha de crédito para motos e bikes elétricas
ratar em julho, por exemplo, começa a pagar em outubro.
Itens financiáveis: Além do veículo, o trabalhador pode incluir no contrato a compra de capacetes, baterias e pontos de carga elétrica.
Seguro Prestamista: O financiamento permite a contratação de seguro para cobrir as parcelas em caso de imprevistos que impeçam o motociclista de trabalhar.
Restrição de crédito: Trabalhadores com o nome negativado não poderão aderir de imediato, mas o governo orienta a utilização do programa Desenrola para a regularização fiscal, permitindo o acesso posterior ao crédito.
Para se candidatar ao benefício, os profissionais autônomos de aplicativo precisam cumprir requisitos mínimos de atividade na plataforma oficial:
Mínimo de 6 meses de cadastro em aplicativos de transporte/entrega.
Comprovação de, no mínimo, 100 corridas realizadas.
Para profissionais sob o regime CLT (carteira assinada) na função, exige-se o mínimo de 6 meses de exercício na atividade.
O cadastro deve ser feito pelo portal unificado gov.br/movebrasil. O sistema informará em até cinco dias se o trabalhador cumpre os pré-requisitos. A partir do dia 13 de julho, os aprovados poderão procurar o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal ou agências parceiras para a análise de crédito e assinatura dos contratos.
Lula determinou publicamente um prazo de 30 dias para que a Caixa e o Banco do Brasil desburoatizem o atendimento e preparem suas agências para receber a categoria, além de prever a realização de feirões automotivos regionais a partir de meados de julho.n
O Move Brasil já movimentou R$ 3,2 bilhões em seu primeiro dia de operações, do total de R$ 21,2 bilhões disponibilizados pelo BNDES. Além do setor de motos, o programa conta com frentes para máquinas agrícolas e transporte de passageiros em quatro rodas.
No caso do Move Aplicativos – focado em motoristas de apps e taxistas para a compra de carros –, o governo federal abriu um crédito extraordinário de R$ 30 bilhões. Até o momento, 740 mil profissionais já foram considerados aptos a acessar a linha de financiamento automotivo. Para este grupo de quatro rodas, a análise de crédito e a contratação junto aos bancos começam mais cedo, no dia 19 de junho.



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