O ministro Luís Roberto Barroso anunciou nesta quinta-feira (9) sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF). O comunicado foi feito no fim da sessão da Corte, em um discurso emocionado. Com voz embargada, Barroso afirmou que “é hora de seguir outros rumos” e agradeceu aos colegas de tribunal.
Ele presidiu o STF nos últimos dois anos e passou o comando ao ministro Edson Fachin na semana passada.
Aos 67 anos, Barroso poderia permanecer no Supremo até 2033, quando completaria 75 anos, idade limite para a aposentadoria compulsória. Segundo pessoas próximas, o ministro pretende lançar um livro de memórias e se dedicar a atividades acadêmicas e à pesquisa jurídica.
Indicado ao STF em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff, Barroso foi relator de casos de grande repercussão, como o julgamento do mensalão, a restrição do foro privilegiado e medidas durante a pandemia de Covid-19. À frente da Corte, conduziu os processos sobre os atos golpistas de 8 de janeiro e defendeu a linguagem simples no Judiciário, o uso de inteligência artificial e programas de incentivo à diversidade na magistratura.



