À CPI, o auditor do TCU Alexandre Marques disse nesta terça-feira (17) que o documento feito por ele foi falsificado depois que o enviou ao seu pai, que é amigo do presidente Jair Bolsonaro.
Marques explicou que compartilhou uma cópia do arquivo com o pai, no dia 6 de julho. "Assim que ele viu essa compilação de informações, perguntou-me qual era a fonte e eu respondi que era eu, pois eu tinha compilado essas informações da internet. Logo em seguida, mudamos de assunto e fomos conversar sobre outras coisas".
"Em nenhum momento passou pela minha cabeça que ele compartilharia o arquivo com quem quer que fosse", disse.
No dia seguinte, o presidente em conversa com apoiadores usou os argumentos do auditor que teria apontado que 50% das mortes por covid registrados oficialmente não teriam ocorrido.
O TCU negou que o documento fosse oficial e informou se tratar de "uma análise pessoal" de Marques.


