De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça paulista, a universidade não quis marcar reunião com os alunos enquanto a reitoria estivesse ocupada. Já os estudantes não aceitaram sair do prédio sem agendar encontro com a cúpula da USP e pediram a suspensão do pedido da reintegração de posse. Na entrada do fórum onde houve a audiência, cerca de 40 alunos se manifestavam com cartazes e tambores.
Na avaliação do diretor do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Pedro Serrano, de 22 anos, a tentativa de conciliação fracassou pela falta de abertura da USP. "O próprio juiz percebeu a intransigência da reitoria", afirmou o jovem, aluno de Ciências Sociais. Ele também reclamou da precariedade de condições dos manifestantes dentro do prédio. "Cortar luz e água foi chantagem. O Rodas (João Grandino Rodas, reitor) negociaria nessas condições?", provocou ele, que chamou a estrutura de poder na USP de "arcaica e feudal".
O presidente do Sindicato de Trabalhadores da USP, Magno de Carvalho, também se queixou do resultado do encontro. "Agora esperamos o pior, como aconteceu em 2011, com a entrada da PM no câmpus". A assessoria de imprensa da USP não se manifestou sobre a audiência.
Além da reitoria, o prédio da direção do câmpus da USP Leste segue ocupado por estudantes da unidade. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

