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Anvisa nega pedido de importação da Sputnik V e diz que vacina não é segura

Anvisa nega pedido de importação da Sputnik V e diz que vacina não é segura
Anvisa nega pedido de importação da Sputnik V e diz que vacina não é segura

A Anvisa decidiu por não autorizar a importação da vacina Sputnik V, para uso emergencial no Brasil. A decisão unânime foi tomada na reunião extraordinária que ocorreu na noite dessa segunda-feira (26), em Brasília.

O órgão justifica que a vacina não é segura e que pode trazer danos à saúde humana porque usa um vírus que se replica no organismo.

Gustavo Mendes, gerente de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, explica que para uma vacina usar vetor viral, esse vírus deveria ter apenas a função de carregar o material genético do coronavírus para que as células humanas o reconheçam e estimulem a imunidade do corpo.

Contudo, ele se replica e aumenta o risco de outras contaminações: O que nós percebemos é uma falha na estratégia do controle de qualidade. A empresa não demonstrou que controla de forma eficiente os processos para controlar outros vírus contaminantes também", disse.

Além disso, o Instituto Gamaleya não conseguiu comprovar a eficácia da vacina e nem enviou a documentação necessária: "Eu chamo a atenção também para que a ausência de dados também é informação. A ausência de comprovação é considerada uma evidência, e uma evidência forte, sobretudo quando temos uma estimativa de população exposta ao risco que beira os 15 milhões de cidadãos", enfatizou a gerente-geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária, Suzie Marie Gomes.

A decisão desapontou ao menos 14 estados e duas prefeituras, que já tinham apresentado o pedido de importação como forma de agilizar a vacinação da população local.

 

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