"O processo de fabricação de produtos que contêm ingredientes alergênicos ainda precisa ser adequado para impedir a contaminação entre produtos. Ainda é necessária avaliação complementar da documentação de controle de qualidade dos produtos em estoque para obter mais informações sobre a segurança e qualidade dos produtos", disse a Anvisa.
Também foi mantida a suspensão de distribuição, comercialização e uso dos produtos em estoque da empresa fabricados até o dia 27 de março de 2023, e das polpas de tomate utilizadas como matéria-prima, fabricadas ou adquiridas até essa data.
A revogação foi publicada por meio de resolução, após a empresa passar por nova inspeção sanitária conduzida pelo Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP) e Vigilância Sanitária Municipal, na semana passada.
"A equipe avaliou as reformas no estabelecimento e as adequações em seus procedimentos de modo a cumprir com as determinações da vigilância sanitária. O estabelecimento foi considerado apto para retomar a fabricação de seus produtos na unidade de Monte Alto (SP)", afirmou a Anvisa.
Conforme a agência reguladora, até o momento, a Fugini cumpriu grande parte das determinações da autoridade sanitária, adequando rapidamente sua planta fabril e seu processo de fabricação, podendo retomar parte da fabricação no local.
Entenda o caso
A Anvisa anunciou em 29 de março a suspensão da fabricação, distribuição, comércio e uso e fabricação dos produtos da marca Fugini. A decisão foi motivada pela identificação de falhas de boas práticas de fabricação relacionadas à higiene dos produtos, controle de qualidade e segurança das matérias-primas, controle de pragas, rastreabilidade, entre outros problemas.
As falhas foram identificadas pela Anvisa durante uma inspeção feita na sede da empresa, em Monte Alto, cidade do interior de São Paulo. A medida foi adotada por causa do uso de matéria-prima vencida na fabricação, fato constatado na mesma inspeção sanitária.
Na ocasião, a empresa disse que a comercialização seguia normalmente e as alterações indicadas já tinham sido realizadas. "Passamos por um processo de vistoria em uma de nossas fábricas, na cidade de Monte Alto-SP, que gerou uma ordem para alteração de alguns processos e procedimentos internos, respeitamos e, rapidamente, alteramos os pontos indicados", disse, na época, a empresa em uma nota divulgada nas redes sociais.
Em um comunicado publicado no dia seguinte, na tarde de 30 de março, a empresa admitiu que usou ingredientes vencidos na produção de maionese e, por esse motivo, estava fazendo o recall (recolhimento) dos itens impróprios para consumo.

