A Polícia Civil investiga o caso de Heitor Santos Poncidônio, um adolescente de 16 anos que morreu dias após ingerir soda cáustica dentro de uma loja na cidade do Guarujá, em São Paulo.
Segundo os médicos, o rapaz teve esclerose esofágica devido às feridas causadas no órgão pelo produto altamente corrosivo.
A família do rapaz alega que ele foi ao estabelecimento comprar algo e como estava com sede, pediu um copo com água. Na ocasião, ele teria recebido uma garrafa pequena, abriu e tomou, mas assim que teve contato com o produto começou a passar mal e foi levado para o hospital por outro cliente que estava na loja.
Heitor gravou até um áudio para a família antes de morrer, contando a história. Na mensagem, ele alega que tomou a soda cáustica por engano, a versão da loja, porém, é outra.
O proprietário e o funcionário que estavam presentes no momento da situação dizem que um homem chegou e pediu o corrosivo. Logo em seguida, Heitor chegou e pediu o desinfetante.
Quando o funcionário chegou com a soda cáustica em uma garrafa, colocou no chão ao lado do cliente que havia solicitado e o avisou de que o produto estava no frasco.
De acordo com ele, Heitor viu tudo porque estava bem ao lado, e de repente, pegou o frasco e colocou debaixo do braço. O funcionário gritou dizendo que aquilo era soda cáustica, mas mesmo assim, o jovem teria bebido.
"Para surpresa de todos ali no local, esse jovem pegou esse frasco e sem qualquer motivo abriu o frasco (colocando embaixo do braço), derramado ao chão, ainda que alertado aos gritos pelo funcionário, "Cara isso é soda", ele levou a boca, não conseguindo ingerir e já vomitando”, diz a nota da loja.
Após ser socorrido, Heitor passou uns dias internado, recebeu alta, mas no dia 9 de janeiro voltou a passar mal, com fortes dores abdominais e acabou morrendo no hospital devido aos danos causados pela soda. A família alega que em nenhum momento foi amparada pelo dono do comércio e pede que a polícia descubra o que houve no dia do ocorrido e puna os culpados pela morte de Heitor.

