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Reparo de obras de arte destruídas por bolsonaristas pode chegar a R$ 1 milhão

Reparo de obras de arte destruídas por bolsonaristas pode chegar a R$ 1 milhão
Reparo de obras de arte destruídas por bolsonaristas pode chegar a R$ 1 milhão

Após o cenário de guerra causados pelo ataque antidemocrático do último domingo (8), a equipe do Museu do Senado e dos serviços de conservação e reparação da Casa já trabalha intensamente para que as obras de arte sejam reparadas com a maior brevidade e voltem a ser expostas à população. Para que isso aconteça, a recuperação do acervo histórico pode custar cerca de R$ 1 milhão.

Uma estimativa inicial, que, além do acervo histórico e artístico, inclui vidraças, carpetes e outros elementos construtivos, é de danos totais entre R$ 3 e R$ 4 milhões, de acordo com a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka.

A informação sobre os tesouros históricos foi passada na sexta-feira (13) pela chefe do Serviço de Gestão de Acervo Museológico (Segam), Maria Cristina Monteiro. 

De acordo com ela, dos 14 itens danificados, onze já foram levados para o laboratório do próprio Senado, à exceção do painel vermelho de Athos Bulcão, da tapeçaria de Burle Marx e do quadro "Ato de Assinatura do Projeto da 1ª Constituição", de Gustavo Hastoy. 

Veja a lista de danos ao acervo do Museu:

No Salão Nobre

Tapeçaria de Burle Marx: rasgada, embolada, suja de urina e arremessada na entrada da galeria do Plenário. Para restaurar: higienização parte a parte, pois a peça é antiga.
Quadro "Ato de Assinatura do Projeto da 1ª Constituição", de Gustavo Hastoy: tentaram derrubá-lo e não conseguiram. A parte inferior da moldura foi danificada, além de alguns arranhados na pintura. Para restaurar: é preciso retirá-lo da moldura, banhada a ouro e com 3 metros de largura. A pintura deve ser colocada sobre uma plataforma de madeira, com auxílio de uma estrutura de ferro a ser montada pontualmente para o reparo.
Quadros de Urbano Villela na Galeria dos Presidentes: quatro foram totalmente perdidos e serão refeitos pelo próprio artista. Outro será restaurado pelos profissionais do próprio Senado. 
Tinteiro de bronze da época do Império: amassado e dobrado ao meio. Para restaurar: aquecimento do metal.
Vitrine com fotos e réplica da Constituição: vidro estilhaçado. Para restaurar: reposição do vidro.
Mesa de centro vinda do Palácio Monroe: teve o tampo lascado e uma coluna lateral danificada. Para restaurar: trabalho da própria equipe do Museu.
Painel vermelho de Athos Bulcão: sofreu arranhões devido aos estilhaços. Para restaurar: serão necessários três vidros de 20 ml de tinta vermelha específica, cada um ao preço estimado de R$ 800.
Tapete persa de decoração do dispositivo de receptivo dos chefes de Estado: foi encharcado e possivelmente sujo de urina. Para restaurar: lavagem inicial para verificar se necessita de outra intervenção. 

Na presidência

Quadro de Guido Mondim: foi arrancado da moldura e jogado ao chão. Para restaurar: avaliação das avarias e recolocação na moldura.
Mesa de trabalho do século 19, que pertenceu aos palácios dos Arcos e Monroe: totalmente danificada, com partes e pedaços espalhados por diversos pontos da Casa. Para restaurar: ainda é incerta sua recuperação. É preciso recolher todas as partes e tentar recompô-la com novas peças de madeira.

Plenarinho

Cadeira que pertenceu ao Palácio Monroe: braço quebrado. Para restaurar: recolocação da peça.

Cafezinho dos senadores 

Uma cadeira do designer Jorge Zalszupin. 

 

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