O governador Wilson Lima ganhou a presidência e a relatoria da comissão Especial que nos próximos dias divulgará relatório pelo arquivamento da denúncia de má gestão durante a pandemia e improbidade administrativa. Wilson fez a presidente, o relator e a maioria dos seus membros. Levado a plenário, o relatório, quando concluído, será aprovado pela maioria dos deputados. Neste caso, Wilson sequer precisará apresentar defesa.
É uma batalha política vencida por antecipação. Valeu o esforço que se estendeu pela madrugada, a um custo para a sociedade que a historia vai contar depois - e dessa vez não será generosa com o jovem politico que ainda age como se não comandasse um Estado que o elegeu governador, nem se desse conta de que há mais do que um mandato em jogo, uma governança transitória que pode ser sustada por outros meios.
Alguém precisa alertá-lo que essa não é uma guerra contra ele, enquanto politico, governador. É uma luta para preservar o Executivo, enquanto poder do Estado, e que, no final, muito provavelmente, sua liberdade será questionada.
Este será um momento delicado e transformador, porque talvez o jovem governador se dê conta, tardiamente, de que esse é um preço que não poderá pagar sozinho. Arrastará com ele os que se apropriaram de bens públicos e que jogarão nas suas costas pecados que provavelmente não tenha cometido. Não todos os pecados…
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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