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Coluna do Holanda

Um governo incendiário e cínico

Coluna do Holanda
Por Holanda
30/05/2011 11h31 — em Coluna do Holanda
O Amazonas tinha um grande argumento para sensibilizar o Brasil e o mundo de que a manutenção das vantagens comparativas do Pólo industrial de Manaus era vital para a conservação de suas florestas. E exibia dados importantes, como o estado com menor índice de desmatamento do País. Agora Boca do Acre já figura como um dos municipios que mais destroem a floresta amazônica. Para complicar, o governo  federal não está nem aí para o meio ambiente. Com  sua política desenvolvimentista, acaba de aprovar um código florestal que praticamente coloca a motossera como símbolo de exploração "sustentada" da Amazônia. Pior, abre a possibilidade de anistia aos fazendeiros que no passado desmataram além do que era permitido por lei.

Os chineses estão chegando


O Brasil precisa crescer. Os chineses estáo chegando, oferecendo os dólares que economizaram ao longo dos últimos 40 anos, mas querem algo em troca: matéria prima que o Brasil ainda tem. Querem fazer do país uma colônia. Madeireiras chinesas deverão migrar em grande escola para a Amazônia nos próximos anos.

Políticos cínicos e espertos


Quanto aos politicos que se elegeram dizendo que Dilma era a mãe da Zona Franca de Manaus, estes sobreviverão, com o mesmo cinismo de sempre. Exibirão descaradamente os tablets  que serão produzidos em Manaus  pela CCE e pela Gradiente com tecnologia suspeita. De onde ? Da China. Não os tablets da Apple, que serão fabricados em Sao Paulo, com isenção fiscal e investimentos de US$ 12 bilhões.

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A Amazonia já está queimando com o cinismo de um governo que em 100 dias recuou quase cem anos. É o Brasil do passado ressuscitando ameaçadoramente. O mundo está de olho...

Descoberta


A velha prática de fazer planejamento tributário, de acordo com o deputado Pauderney Avelino (DEM), está agora sendo usada no setor de pesquisa e desenvolvimento. Avelino estava indignado com o que descobriu, mas não pode dar publicidade ao fato por causa do sigilo fiscal. O deputado também disse que o governo petista foi conivente e que encaminhou relatório para a Receita Federal. O caldo parece que vai engrossar na área de P&D.

PSD de Omar


O fato de o governador Omar Aziz estar prestes a assumir como presidente regional do PSD parece que não mexeu com a cabeça do governador. Diz ele que, no momento, tem muitos outros problemas com os quais deve se preocupar, no momento, o que o impede de dar atenção às demandas do PSD.

Lógica do Baixinho


A briga sobre se o PT vai ou não dar suporte ao governo estadual na Assembleia Legislativa do Estado (ALE) continua sem definição, já que tem parlamentar petista que é oposição à administração de Omar Aziz. Para o deputado Sinésio Campos (PT) a posição do PT está muito clara, ao dizer que, se Omar apoia Dilma, não teria nenhum sentido seu partido ser oposição ao governador. Na prática, não é bem isso que acontece.

MP errada

O boletim informativo da deputada federal Rebecca Garcia (PP) da semana passada informa, em matéria sobre o incentivo fiscal à produção de tablets no Brasil, o número da MP 354 como aquela que tirou o Amazonas da rota dos tablets. Na verdade o número da MP à qual o boletim se refere é 534. Vai ver que o ‘erro’ foi de propósito, afinal, a MP está errada mesmo, pelo menos em relação ao pólo de Manaus.

‘Testada’

A criatividade não parece ser o forte do deputado Abdala Fraxe (PTN). Ele defendeu, em um jornal local, a clonagem de propostas legislativas e em defesa da “metodologia” garantiu que , como o projeto já foi testado em outro local, com certeza vai dar certo aqui. É bem capaz. Qualquer dia desses ele aparece com projeto para irrigar as várzeas amazonenses.
 
Sinésio encrenqueiro?

O deputado Sinésio Campos (PT) tem uma história de menino pobre de Santarém (PA), QUE  um dia virou professor em Manaus,depois vereador, deputado,líder do governo mesmo sob chuvas e trovoadas, mas tem um lado encrenqueiro que está dando o que falar. Não é de hoje que ele puxa briga com os colegas, como aconteceu na última quarta-feira, quando despertou a ira do vice-presidente da Mesa Diretora, Marcos Rotta (PMDB), na hora presidindo a sessão. Sinésio reclamOu da demora na votação de um projeto da deputada Vera Lúcia Castelo Branco (PTB) e garantiu que a Mesa Diretora cometera prevaricação.

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No bate-boca, Rotta mandou cortar o som do microfone de Sinésio que, formalmente, é seu líder.Sinésio já teve mais de um arranca-rabo com Luiz Castro (PPS), há alguns meses desafiou Marcelo Ramos (PSB) a sair de carro da Bola do são José à Bola do Coroado, às seis da manhã, só para o colega sentir de perto o inferno que é o trânsito de Manaus  nesse horário. Em junho de 2008, Sinésio, para quem  CPI não passa de “pirotecnia”, colidiu com o também governista Vicente Lopes(PMDB). Este último atuara como presidente de Comissão Especial para apurar denúncias sobre notas fiscais frias usadas pelo então prefeito de Coari, Adail Pinheiro.

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Na ocasião discutia-se a criação de CPI para investigar corrupção na prefeitura de Coari, coisa que Sinésio não queria, nem o governador da época, Eduardo Braga, pelo bom motivo de ter Adail Pinheiro como aliado político. Enquanto os deputados se articulavam para escolher os cinco nomes da CPI, Sinésio tentava estragar a festa. E não contou conversa: a Comissão Especial não tinha servido para nada, segundo ele.

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“A Comissão fez um levantamento que teve começo, mas não teve fim. Eu pelo menos não li nada sobres os trabalhos”, afirmou, irritando Vicente Lopes, que rebateu: “Se o senhor não leu, foi porque não teve interesse de ler o relatório”.  Sinésio é assim: não tem papas na língua, mas de encrenca em encrenca, pode encher a paciência dos seus pares – tanto de oposição quanto da situação. E corre o risco de virar person non grata. 
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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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