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Um debate frio e mórbido dos candidatos ao Senado

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Por Coluna do Holanda
16/09/2022 03h45 — em Coluna do Holanda

Não foi um encontro de gigantes. A política ficou menor com os candidatos ao Senado - ou parte deles - desenterrando esqueletos no debate realizado no YouTube pela Rede Calderaro nesta quinta-feira.  Desconsiderar o papel da CPI como instrumento de mobilização da imprensa, da sociedade e do governo na compra de vacinas e no combate sistemático à  Covid 19 foi um erro de Arthur Virgilio. E uma injustiça com Omar Aziz, cujo papel como presidente da  CPI foi fundamental para a remodelagem da rede de combate à pandemia no Brasil.

Como foi um erro trazer para o debate o caso Flávio pelos candidatos Luiz Castro e Bessa. Arthur, segundo Castro, teria escondido um cadáver.

Na verdade, Arthur utilizou da maior transparência.  Chegou na fronteira entre o público e o privado, empurrado pela emoção, mas não a ultrapassou. Nesse aspecto, erraram os candidatos que o atacaram e lhe atribuíram um pecado que não tem. Primeiro, porque é um assunto alheio a disputa pelo Senado. Segundo, porque mexe com famílias que ainda sofrem.

Pecado por pecado, Arthur errou ao atribuir corrupção a gestão de Luiz Castro na Secretaria de Educação. Quem acompanhou o escândalo do sobrepreço do transporte  escolar sabe que Castro foi vítima de uma armadilha destinada a destruir sua reputação como gestor público.

Como a maioria foi mal no “debate”,  quem chamou a atenção foi a mediadora -  Isabela Pina. E aqui reside a resposta à pergunta dos leitores: quem ganhou o debate?  O charme da apresentadora. Calma, ela conseguiu conter arroubos de Arthur e Menezes e funcionou como vacina contra a sonolência geral provocada por trocas de acusações. Debate de verdade não houve.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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