O apóstolo Renê Terra Nova está tentando apascentar um rebanho rebelado contra a politização da igreja que ele ajudou a fundar. Ao tempo em que busca convencer os fiéis de que política e Deus podem estar próximos e coabitar, Renê ataca no Twitter os que defendem outro caminho - de distanciamento da política. No seu último post, ele diz, num misto de provocação e arrogância: ..." quem conhece minha ovelha e me conhece se deita em meu rebanho e se alimenta de um pasto verdejante, mas os oportunistas nunca vão entender ". Influentes membros da igreja Restauração, que pediram sigilo, disseram que, ao usar "ovelha" no singular, Terra Nova tenta justificar o apoio que está dando a uma candidata...
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As diferenças na igreja de Terra Nova são tão profundas que ele invoca um tal "protocolo de honra". Membros da Igreja disseram para a coluna que não conhecem nenhum código, a não ser a Bíblia, cujos ensinamentos transcendem a autoridade do apóstolo.

Muitos dos membros da Restauração, que estão se afastando porque entendem que Terra Nova representa a igreja e não podia se expor, ao participar das caminhadas da candidata Vanessa Grazziotin, se perguntavam ontem, numa rodada na casa de um empresário: "que obediência" é essa que Terra Nova fala nas redes sociais? "Devemos obediência somente a Deus", disseram eles.

QUEIXAS NA ASSEMBLEIA DE DEUS
Outra instituição religiosa em crise com seus fiéis é a Assembleia de Deus. Ontem, deputados e vereadores defenderam a igreja, dizendo que ela está sob ataque.
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Os principais lideres da Assembleia de Deus fazem parte da "turma da Vanessa", reúnem fiéis para ouvir proposta da candidata, mas querem separar o que é igreja do que é pastor ou membro. A mistura é clara e dificil de desfazer.
VANESSA PROMETEU O QUE NÃO PODE CUMPRIR
Há um teto para gasto com pessoal na administração pública ( Lei de Responsabilidade Fiscal). É a barreira que impede excessos do administrador para beneficiar funcionários ou fazer contratações que impliquem no aumento de gastos com pessoal. Resumindo: a senadora Vanessa Grazziotion, que prometeu ontem contratar mais servidores e aumentar os salários dos já existentes, estaria de mãos amarradas, se eleita prefeita, e não poderia cumprir um terço do que prometeu no debate da Tv Acrítica.
ENTERRO DA MENTIRA
Ao fim do debate desta terça-feira, entre Vanessa Grazziotin (PCdoB) e Artur Neto (PSDB), candidatos à prefeitura de Manaus, o tucano usou as palavras da presidente Dilma Rousseff, no comício da comunista, quando ela disse que o voto do povo enterra a mentira. Artur disse que no domingo a mentira será enterrada.
ERRO NO DEBATE
A candidata Vanessa Grazziotin (PCdoB) quantos anos a cidade faz nesta quarta-feira. Ela simplesmente disse que eram 40..., 443..., e por fim, acertou: 343. Foi motivo de comentãrios nas redes sociais durante o debates da TV A Crítica na noite de terça-feira.
ERRO NO DEBATE 2
Vanessa também errou ao dizer que a Prefeitura Municipal de manaus tem 62.000 funcionários quando na verdade o número de servidores são pouco mais de 31.000.
VOTAR EM MIM
Mesmo dizendo que pesquisa não vence eleição, Vanessa convidou os eleitores a fazerem a “virada mais linda da cidade de Manaus” ao pedir votos.
PERDEU PRAZO
O vereador reeleito Arlindo Pedro Júnior (PMDB) vai ter que pagar multa de R$ 9.500,00 ao Tribunal Regional Eleitoral, referente a três processos por veicular propaganda eleitoral irregular, tudo porque perdeu o prazo para apresentar recurso.
CAMINHÕES DA SEMSA
A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) prorrogou, por meio de termo aditivo, o contrato mantido com a Truckvan Ind. e Comércio pela locação de dois caminhões, tipo reboque de 7 e 9 metros, por mais um ano. O custo do contrato é de R$ 1.883.400,00. Dá para comprar 75 carros básicos.
FOTOCÓPIAS MAIS CARAS DO MUNDO
Mais barato ainda é o preço do serviço de fotocópia contratado com a Amazonas Copiadora. Nesse serviço a Semsa vai gastar R$ 864 mil.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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