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Superfaturamento em contratos na saúde fica mais visível agora

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Por Coluna do Holanda
02/09/2017 às 01h09 — em Coluna do Holanda
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O governo David Almeida está apressando seus técnicos a justificarem as cirurgias contratadas por R$ 8,4 milhões. Na pressa, muitos buracos estão ficando pelo caminho. Primeiro, porque não há como  justificar o que não foi ou não está sendo feito. Segundo, a meta  de realizar  780 cirurgias ao mês não foi  alcançada, mas o empenho para pagamento à  cooperativa Imed está pronto. Também não foram usadas as UTIS,  que justificariam o supercontrato com a cooperativa, corroborando a denúncia de que  houve sim superfaturamento. Agora  o governo fica na difícil posição de justificá-lo.

No Estado do Amazonas há 400  pessoas  colostomizadas  - que  em algum momento precisaram fazer  uma abertura cirúrgica no cólon com o objetivo de criar um ânus artificial - e que estão  nessa fila de emergência, mas nenhuma foi chamado até agora. Não foram porque o procedimento  para reversão  ou reconstrução do trânsito intestinal em pacientes colostomizados e ileostomizados é caro e não interessa nem ao governo nem à cooperativa Imed.

Um final triste para um governante pequeno, cego pelo poder, que vendeu facilidades e agora se percebe o que afinal  está colhendo.

RELEMBRE A DENÚNCIA 

Veja como todo o problema com o contrato do governo com o Imed começou e as ameaças do irmão do governador. Clique AQUI

SALÁRIO DE DELEGADO

O Amazonas é 4º no ranking nacional dos melhores salários de delegados da Polícia Civil. Hoje o delegado de polícia  ganha  R$ 28,23 mil.

TEIMOSIA E DERROTA

A ‘teimosia’ em querer manipular os poderes por meio da judicialização  levou o governador interino Daivd Almeida a amargar mais uma derrota. Teve rejeitado pelo TJAM um mandado de segurança contra o TCE.

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Ao negar a suspensão de decisão dos conselheiros,  de restringir os gastos do governo, o desembargador Sabino Marques deixou claro que a justiça não pode agir ‘guiada’ por interesses pessoais.

O “ESQUECIMENTO” DA PGE

No Mandado de Segurança proposto pela  Procuradoria Geral do Estado  foi ‘esquecida’ a documentação do Ministério  Público de Contas  que fundamentou a decisão colegiada do TCE, deixando o desembargador Sabino Marques  sem poder avaliar as alegações.

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Pode ter sido uma falha de construção processual, mas também pode ter sido proposital a fim de ‘arriscar’ um descuido do julgador.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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