A nota do prefeito Arthur Neto, neste domingo, denunciando movimento não republicano para impedir que a escolha do novo governador seja feita pelo voto popular, exige do interino, David Almeida, uma resposta imediata. E do ministro Ricardo Lewandowsk a manifestação de que não se permite, como representante da Corte maior do País, a conluios com nenhum grupo político.
A ideia de que "está tudo certo para no dia 03 ocorrer o cancelamento das eleições diretas”, que estaria sendo apregoada pelo governador interino, pega mal para o ministro e para a Justiça brasileira.
Arthur prefere chamar as supostas confidências do governador, que comprometeriam o ministro, de difamação contra Lewandowsk, que o prefeito conhece pessoalmente e exalta sua idoneidade.
Mas é clara a suspeita externada na nota do prefeito. Suspeita generalizada de que forças ocultas tentam interferir em um processo eleitoral amaçado de perder seu principal protagonista: o eleitor.
CASO MORO VIESSE AO AMAZONAS
O juiz Sérgio Moro lamentou ontem a falta de um “discurso vigoroso das autoridades brasileiras” contra a corrupção.
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Caso viesse ao Amazonas Moro não ficaria só na “impressão” de que os governantes não querem saber de investigar nada de corrupção. Teria plena certeza.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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