CULPA DO SERAFIM
A Avenida das Torres já deveria ter sido inaugurada há dois anos, não fosse o agora ex-prefeito Serafim Corrêa (PSB), vice na chapa do senador Alfredo Nascimento ao governo. Esse o entendimento do ex-governador Eduardo Braga (PMDB). A obra, iniciada em 2007, enfrentou problemas com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, na gestão Serafim, daí Braga achar que a culpa pelo atraso é do seu ex-companheiro de chapa ao governo do Amazonas na eleição de 1998. Serafim disse que o embargo da obra foi apenas de dez dias e não perdeu a chance de ironizar: as obras dos hospitais de Tapauá e Juruá estão atrasadas há mais de 16 anos.
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Interessante é que agora o governador é Omar Aziz (PMN) mas Braga ainda não se acostumou com a condição de “ex” e continua falando grosso.
ESTIVERAM DO MESMO LADO
Braga e Serafim já enfrentaram juntos uma eleição para o governo, contra Amazonino Mendes, hoje prefeito de Manaus. Desde 1997, ele estava brigado com Amazonino, seu criador político, e teve abrigo na oposição, onde perdeu duas eleições: em 1998, para o próprio Amazonino, que foi reeleito, e em 2000, para Alfredo Nascimento, então prefeito que ele ajudara a eleger.
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Após duas derrotas seguidas, Braga perdeu a paciência, aceitou o apoio de Amazonino (que não podia mais ser candidato) e aí, sim, elegeu-se governador pela primeira vez. Na eleição 2010, Alfredo e Serafim são os adversários. E a briga promete muito tiroteio verbal até outubro.
MULTA DE R$ 3 MILHÕES
Hospitais e clínicas da rede privada do Amazonas ficarão proibidos de exigir pagamento antecipado como condição de atendimento ou internação de pacientes “em qualquer situação de emergência e urgência”. Para isso, basta que um projeto do deputado Marcos Rotta (PMDB) seja aprovado na Assembleia Legislativa e sancionado pelo governador Omar Aziz.
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Rotta quer acabar com a exigência do chamado cheque- caução ou qualquer outra forma de pagamento antecipado, numa hora de “extrema fragilidade” de quem chega às clínicas e hospitais. Cita o caso de uma mulher, numa situação de emergência, que teve de pagar R$ 8 mil para receber o atendimento. Mas nada impede que, depois do atendimento, o valor do serviço seja cobrado. Segundo a proposta, o descumprimento penaliza o infrator em multas que variam de R$ 200 a R$ 3 milhões.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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