Bastidores da Política - Saiba porque  não 'cancelamos' o prefeito de Manaus,  David Almeida


Saiba porque não 'cancelamos' o prefeito de Manaus, David Almeida

Por RAIMUNDO DE HOLANDA

13/02/2021 17h11 — em Bastidores da Política

Não vamos entrar na onda de "cancelar" o prefeito David Almeida pelos erros cometidos em pouco mais de 45 dias de governo - isso é coisa de quem não pensa  Manaus ou não tem compromisso com o futuro da cidade. Patrulhamento, não. Cobrança, sim. E é o que fazemos aqui - cobramos atitude, compromisso com as pessoas e seus dilemas.

David errou no caso da  vacina três vezes. Errou ao privilegiar grupos de amigos e secretários, errou ao tentar abafar o caso - ninguém poderia mais publicar fotos - errou ao judicializar uma questão que exigia a coragem de vir a público dizer que falhou, que se penitenciava e que a partir dali haveria maior rigor na imunização dos grupos de risco. Encontrou um Judiciário passivo e disposto e colocar tudo embaixo do tapete, manietando inclusive as investigações sobre o caso.

Agora tem a questão do IPTU. As redes sociais estão cheias de inverdades. Uma delas a de que o prefeito revogou decreto  assinado pelo  ex-prefeito Arthur Neto, que  estabelecia novos parâmetros para cobrança  do imposto este ano. O decreto, cuja vigência foi suspensa por  David, considerando os impactos da pandemia  na vida dos contribuintes, foi iniciativa dele. Assinado em 19 de janeiro deste ano, portanto cerca de 20 dias após tomar posse.

Foi importante o recuo, mas seus seguidores precisam ser contidos  ou desestimulados a divulgar mentiras.

David, que usou sem controle a  expressão "fake news" para desconstruir verdades durante a campanha eleitoral, precisa ser mais verdadeiro, mais corajoso, enfrentar os problemas de frente, sem  atribuir a terceiros suas falhas, suas fraquezas e seus medos.   Precisa mostrar a que veio. Precisa governar

 

Veja os decretos assinados pelo prefeito David Almeida

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.