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E a plateia é exigente. Braga não vai poder, como fez enquanto era governador do Amazonas, mandar jornalistas pastarem, nem exigir uma hora de programa de tv para responder, a seu modo e à sua conveniência, perguntas de repórteres indiscretos - que vierem falar, por exemplo, de seus bois no Acre ou das obras fantasmas que o seu governo teria patrocinado no Amazonas.
ROENDO AS UNHAS
Quem ficou roendo unhas e babando com a indicação de Eduardo Braga para o Ministério da Previdência Social foi o senador Arthur Neto, arqui-inimigo do ex -governador. Neto perdeu a vaga de senador este ano graças a um forte apoio dado por Braga a candidatura de Vanessa Grazziotin ao Senado.
UM DIA NAS MÃOS DE ARTHUR
Houve um certo momento que Arthur Neto teve nas mãos o instrumental necessário para enterrar politicamente Eduardo Braga. Foi em setembro de 2008, quando eclodiu o Caso Renata - um dossiê de 770 páginas contendo notas fiscais, cópias de escrituras e anotações escritas à mão que ligavam o marido da arquiteta Renata Barros, o empresário Rosinei Barros, ao então governador em um esquema de superfaturamento de combustível.
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Arthur chegou a levar o dossiê à Procuradoria Geral da República, usou a tribuna do Senado para chamar Eduardo de cleptomaníaco e corrupto, encheu o jornal Diário do Amazonas de artigos acusando o então governador de patrocinar obras fantasmas no alto solimões, mas depois mudou inexplicavelmente o discurso. Deu no que deu.
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Arthur rodou e o ex-governador, agora sim, pode ser chamado de Eduardo III.
E AGORA MINISTÉRIO PÚBLICO ?
“E agora MPE? Pediu a demissão dos garis para fazer concurso e o serviço vai ser terceirizado. Vai reagir à terceirização com o mesmo empenho? Um homem que recebe hoje R$ 1.200 custará R$ 2.248 com a terceirização, mas receberá um salário mínimo. Esses caras são insaciáveis”. O comentário é do vereador e deputado estadual eleito Marcelo Ramos (PSB) sobre o custo maior, para o município, e o salário menor, mínimo, para os trabalhadores encarregados da limpeza da cidade.
PRECINHO SALGADO
O fornecimento e a implantação do sistema informatizado que, de acordo com a prefeitura de Manaus, trará melhorias na administração do Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN) vai custar R$ 4,44 milhões. A empresa que vai faturar o contrato é Elcon – Controles Inteligentes de Negócios Ltda.
DETONANDO A NET
Quem está indignado com os (des)serviços de internet prestados precariamente em Manaus pela operadora NET é o deputado federal Marcelo Serafim (PSB), que iniciou uma campanha contra os serviços prestados pela NET em Manaus. A jornalista Hermengarda Junqueira e a radialista Tatiana Sobreira também detonaram os serviços de internet via Twitter. Será que alguém fala a favor?
CGU EM TEFÉ
Diz o deputado federal Francisco Praciano (PT) que solicitou audiência ao ministro da Controladoria Geral da União (CGU) para pedir auditoria nas contas de Tefé e outros municípios. Praciano embasou seu pedido no saque de R$ 2,6 milhões autorizado pela Prefeitura a favor de uma construtora ligada à família do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Belarmino Lins.
REFORMA DE R$ 2 MILHÕES
A Teplan Construtora Indústria e Comércio vai levar quase dois milhões de reais para reformar a escola municipal Jarlece Conceição Zaranza, situada no conjunto Amazonino Mendes, Cidade Nova, zona norte. O valor é de R$ 1,95 milhão e a escola deve estar bem ruim em suas instalações para o município gastar tudo isto só na reforma.
GASTANDO AOS TUBOS
O município de Manaus vai gastar, só com vigilância nos prédios escolares da rede, num prazo de seis meses, a partir de 24 de novembro, R$ 6,854 milhões. A prefeitura renovou, pela quarta vez, o contrato que já mantinha com a Visam – Vigilância e Segurança da Amazônia - para a prestação do serviço. Com toda essa vigilância e segurança, os prédios escolares ainda gastam outros milhões de reais em reformas.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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