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Piratas ameaçam a nossa rota da seda

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Por Coluna do Holanda
20/05/2024 às 23h34 — em Coluna do Holanda
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Eles são organizados, têm comando e uma rede de distribuição dos produtos roubados - gasolina, diesel, laticínios, frango e carne, feijão, açúcar e bebidas. São os piratas dos rios da Amazônia, que nos últimos meses intensificaram os assaltos a balsas e estão levando empresas de navegação a contratar segurança armada. As quadrilhas utilizam lanchas velozes e armamento pesado.

O destino do roubo são postos de gasolina, pequenas mercearias  pouco fiscalizadas em Manaus, Parintins, Coari, Santarém e dezenas de municípios no entorno dos rios Amazonas, Negro, Tapajós, Solimões e Madeira. 

A operação é um braço do tráfico, utilizada para financiar atividades do Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho na compra e comércio de drogas.

E rentável, na medida em que o roubo se converte rapidamente em dinheiro, repassado em tempo real, via PIX para contas de centenas de pessoas por trás das ações do crime organizado.  

Esse sistema de pagamento instantâneo facilitou a vida dos brasileiros, mas tem seu efeito colateral: os produtos roubados vendidos pelo "comércio parceiro" e convertidos em dinheiro que agora chega mais rápido aos comandos das organizações criminosas.

Um achado para PCC e CV, que ao contrário dos pequenos assaltantes de embarcações, conhecidos como ratos dos rios, se equiparam, montaram estruturas de distribuição do produto roubado - pequenas e médias mercearias e açougues - de onde sai parte dos recursos que financia o tráfico de drogas.

Conter essas operações criminosas é o novo desafio dos governos. E um caso para ser estudado. Fora as ações visando inibir assaltos a embarcações, é preciso investigar onde esse produtos roubados são distribuídos. E aqui não parece uma tarefa tão complexa...

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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