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Pesquisa eleitoral, democracia e poderes corrompidos

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Por Coluna do Holanda
06/09/2022 22h20 — em Coluna do Holanda

Os candidatos ao governo do Amazonas começam a questionar os números de pesquisas eleitorais divulgadas ao longo dos últimos meses. Quem aparece da metade para o fim da fila alega impropriedade e fala em ‘fatos sabidamente inverídicos’. Não gosto da expressão fake news, mas eles gostam, em proveito próprio, às vezes enterrando a verdade objetiva em nome de um prestígio e uma superioridade que eles, em grande maioria, não têm.

Os que aparecem liderando a corrida têm outra opinião. Que os números apresentados estão corretos e não há o que questionar.

A verdade é que os institutos de pesquisa procuram fazer o melhor, seguindo regras da própria Justiça Eleitoral  e atuando dentro de limites éticos muito claros. Até porque seguir outro caminho pode ser desmoralizante.

As urnas, quando abrem, revelam o grau de seriedade ou não de uma pesquisa pretérita sobre intenções de voto.

Para além das fotografias das intenções dos eleitores obtidas pelos institutos de pesquisa, é bom lembrar  uma coisa: quando você vota em um candidato ao governo está dando  acesso a um poder inimaginável. Você está  concedendo ao escolhido um lugar no ‘céu’ -  poder, prestígio, influência sem limites e - não ria - sexo , mulheres, uma vida de luxo muitas vezes mantida reservada e longe dos olhos dos curiosos.

Para você sobra muito pouco. O que alguns políticos fazem por debaixo dos panos é uma corrida ao pote de ouro que você não tem nem terá acesso, exceto a turma que acompanha o vencedor, movida por interesses nada republicanos.

Resumindo: você vai continuar votando e ouvindo as mesmas promessas, porque a democracia funciona assim, e porque ainda 'é o melhor sistema de governo'. Mas se contamina e trai  o povo  quando os poderes se corrompem.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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