Caindo pelas tabelas, sem conseguir eleger nenhum vereador em Manaus e perdendo sua única representante na Assembleia Legislativa, o PCdoB convocou seu ‘povo fiel’ para um curso de formação política. Ou seja, os ‘camaradas’ Vanessa, Eron e Evanovich estão dispostos a ensinar táticas de ‘guerrilha’ prara ter representantes na Assembleia em 2018. Afinal, o partido saiu do pleito deste ano literalmente ‘no vermelho’.Mas esse é um cenário difícil de mudar.
O QUE O ZÉ AINDA NÃO SABE
Feliz com o cumprimento do orçamento impositivo, do qual foi um dos maiores defensores, o deputado José Ricardo agora conquistou ‘aprovação’ da CCJ da Assembleia para duas PECs que mexem com orçamento. A do “Orçamento Participativo” e a do Passe Livre estudantil para a Região Metropolitana de Manaus. O que o Zé ainda não sabe é que a ‘bondade’ com suas propostas tem tudo a ver com a conquista de votos para a eleição da mesa diretora da casa. Ainda existe quem acredita que ele pode se ‘aliançar’ na última hora.
SABINO DE VOLTA
Polêmico, Sabino Castelo Branco (PTB) é novamente deputado federal. Ele assumirá a vaga de Marcos Rotta (PMDB), eleito vice-prefeito de Manaus nas eleições municipais deste ano.
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Rotta renunciou há uma semana a Câmara Federal e será diplomado nos próximos dias juntamente com o prefeito reeleito Arthur Neto (PSDB).
A TRAVESSIA DA CRISE
Talvez não exista nenhum político amazonense mais ansioso para que chegue logo 2017, do que o governador José Melo. Depois de viver o ano de 2014 de bem com a vida, vencendo todas e com o Estado ‘nos eixos’, Melo começou 2015 enfrentando os rigores da crise econômica e uma batalha jurídica difícil para manter o seu mandato. Fez reformas e ajustes, apertou o cinto e fez a ‘virada do ano’ com êxito. Em 2016, nadando contra a corrente ainda mais forte da crise econômica, ajustou e ‘enxugou’ ainda mais as contas do governo, e enfrentou uma crise governamental por conta de ‘descaminhos’ de contratos na gestão da saúde pública.
No ‘redemoinho’ próximo à queda d´água, Melo viu aliados tomados pelo pânico de se aproximar dele, com medo de perder votos na campanha municipal. Ficou isolado, mas sustentou a luta, e em meio à batalha reverteu novo processo de cassação de seu mandato.
Agora, chega ao final do ano com o governo ‘enxuto’, a crise sob rédeas curtas, o crédito com sinal verde, novos recursos chegando para reforçar o caixa, e a voz saindo da garganta para ‘quebrar’ um silêncio que se fez necessário durante a ‘travessia’ sob o temporal.
Até novembro de 2016, a taxa de crescimento da economia do Amazonas tinha chegado a 25,7, numa escala até 100, mas apesar da crise, o governo melhorou a eficiência da máquina pública alcançando nota 65,2, acima da média nacional que é de 62,7.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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