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OAB-AM e governo erram ao alimentar polêmica


Por Raimundo de Holanda

15/01/2017 20h54 — em
Bastidores da Política



A troca de acusações entre a OAB e o governo do Amazonas continua, aumentando o fosso que separa os dois lados da compreensão da crise vivida pelo sistema prisional. 

A OAB representa atores ( os advogados) cujo papel é fundamental à administração da justiça. Portanto, deveria estar acima da coisa pequena na qual se transformou o bate-boca dos últimos dias.

A nota do Conselho Federal, em apoio a seccional do Amazonas, apenas reforça um espírito de corpo alimentado por melindres dos quais a sociedade já cansou. Prova disso foi o fiasco do protesto realizado ontem (por supostos estudantes) contra o governo em frente à Arena  Amazônia, onde pouco mais de 60 pessoas compareceram.

Mas se a OAB erra ao alimentar essa discussão, o governo não errou menos.

Questionou pela imprensa a ação movida pelos advogados para o rompimento do contrato com a empresa administradora dos presídios, quando deveria ter contestado a ação no palco onde esse tipo de questão deve ser discutido: os tribunais.

E pouco importa que tipo de ação deveria ter sido movida – se ação civil pública ou ação popular. O que importava é que o pleito dos advogados  era exatamente o que o governo tinha em mente: romper o contrato com a empresa, mas no pós crise, quando será possível fazer uma nova licitação.  

O que parece  não interessar a nenhum dos lados é  conversar, dialogar. Continuam  armados e preparados  para a guerra... (RH)

DEFESA DA LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS

 A legalização das drogas começa a ganhar força no Brasil. O jornal  Folha de São Paulo, em seu editorial de ontem, defende que  não é apenas importante “descriminalizar seu uso (eliminar ou abrandar punições ao consumidor) mas também de legalizá-las (autorizar também a produção e a venda).”

”CUMPRIR A LEI FICOU PERIGOSO”

Cumprir a lei hoje em dia é perigoso”, disse ao site Conjur o juiz da Vara de Execuções Penais do Amazonas, Antônio Carlos Valois. “O discurso de ódio que tem prevalecido tornou o cumprimento da lei irrelevante. As pessoas não estão mais preocupadas com o cumprimento da lei, desde que a pessoa seja punida, fique presa. As pessoas falam com orgulho que os presos têm que morrer. Esse discurso, um discurso pró-violação da lei, faz com que as pessoas que sejam legalistas aparentem ser progressistas, de esquerda.”, afirma o juiz.   

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ASSUNTOS: aob, choy, Melo

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.