Bastidores da Política - O tamanho das manifestações bolsonaristas e o ponto do medo


O tamanho das manifestações bolsonaristas e o ponto do medo

Por RAIMUNDO DE HOLANDA

01/05/2021 18h08 — em Bastidores da Política

  • O risco dessa “onda bolsonarista” é sua evolução. Há uma frase de um surfista que se aplica bem a este momento: ”Uma onda não pode ser medida em pés ou polegadas, mas em pontos de medo”. Na verdade há um ponto de medo explícito nas manifestações deste sábado. O país está dividido, as instituições sob ataque e sem reagir. O problema dessa onda, de fato , é o ponto do medo, no qual ela dobra….

As manifestações deste sábado de bolsonaristas pedindo a intervenção das Forças Armadas, o "controle"  do Supremo Tribunal Federal e  do Congresso Nacional, são ideias repetidas ao longo deste segundo ano de governo, mas com uma diferença fundamental. O número de pessoas envolvidas está crescendo, estimuladas de um lado por um presidente, negacionista, autoritário, e, de outro, por um Congresso omisso e um Judiciário que politiza suas decisões.

Ministros das cortes superiores se tornaram celebridades  e brilham nos holofotes. Mas não têm a ousadia e o patriotismo que deles se  espera para defender o País da tirania, do   risco do caos e do atraso politico-institucional. A defesa da liberdade e da democracia exige coragem, ação, determinação.

No caso dos excessos do presidente Bolsonaro, há a necessidade de uma urgente reação do Congresso Nacional, que leve a um necessário processo de impedimento.

Ou as forças democráticas do país fazem isso agora ou será impossível impedir que Bolsonaro destrua o Brasil - a economia está mal, a Covid matou 400 mil brasileiros e o presidente sobrevoa manifestações que criticam medidas sanitárias e preventivas contra o avanço da pandemia.

O risco dessa “onda bolsonarista” é sua evolução.

Há uma frase de um surfista que se aplica bem a este momento: ”Uma onda não pode ser medida em pés ou polegadas, mas em pontos de medo”.  Na verdade há um ponto de medo explícito nas manifestações deste sábado. O país está dividido, as instituições sob ataque e sem reagir. O problema dessa onda, de fato , é  o ponto do medo, no qual ela dobra….

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.