O Brasil vive o terceiro maior protesto depois das "Diretas já", em 1984, ou do "impeacment de Collor", em 1992. Os dois movimentos foram pacíficos, mas houve excessos como agora. Desde a era Collor nunca um presidente da República se sentiu tão acuado. Ontem a presidente Dilma, diante do risco iminente de uma invasão do Palácio do Planalto, saiu protegida por seguranças. O País está em ebulição ou de ponta cabeça.
Os protestos que começaram em São Paulo dois dias antes por causa do aumento da passagem de ônibus, agora é contra a corrupção - que de certa forma o governo do PT estimula. Jovens e velhos encheram as ruas do País como que movidos por um virus. O que vai acontecer amanhã, em Manaus e com a continuidade dos protestos nas demais cidades brasileiras, é dificil saber. Mas é certo que se esse movimento pode ajudar a mudar o Brasil, ja tem efeito oposto, ao contribuir para aumentar a desconfiança dos investidores e minar a economia.
Mas esse é um preço amargo que todos teremos que pagar. Ou o Brasil nunca será o País que sonhamos ter, com dignidade, justiça e oportunidades para todos.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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