Deyves de Jesus Ramos, 19 anos, foi apresentado nesta quarta pela polícia como o homem que recebia ordens de uma facção para matar. Até agora ele confessou 7 crimes. Surpreende a idade e o número de assassinatos, todos filmados. Na cena dos crimes, Deyves nunca aparece sozinho. Há quem o filma e quem o incentiva a matar. Há um prazer mórbido e um ritual de ofensas e deboche com as vítimas que não cessa com o apertar do gatilho. Um, dois, três, quatro …sete tiros, até a arma descarregar e o sangue escorrer pelo asfalto.
Nenhum remorso. Depois do crime ele virava as costas e tudo era passado.
A Polícia não tem nas mãos apenas um pistoleiro, um soldado do crime. Tem, ao menos em tese, os lideres da organização criminosa que ordenavam as execuções, os homens que filmavam os crimes ou assistiam e aplaudiam o fim de supostos inimigos ou traidores do grupo.
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Deyves nunca estava sozinho. Havia sempre um grupo de zumbis que o acompanhava e festejava as execuções.
Em tese, a Policia tem um bando de criminosos a seu alcance. Ou não saberia como chegar ao pistoleiro, nem de onde partiam as ordens para a matança.
Deyves não é um livro aberto que vai revelar todos os segredos da organização criminosa, mas é a ponte para a policia chegar ao grupo que o acompanhava.
Sua prisão em si não é relevante, mas o que dela deriva ou pode derivar: o desmonte do crime organizado - isso se a organização criminosa não tiver, como muitos dizem sem provas, se infiltrado nos poderes do Estado e for muito mais poderosa do que se possa imaginar…
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Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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