A acusação feita por Amom Mandel não é apenas irresponsável, ela atenta contra o interesse público e busca enfraquecer uma instituição que tem seus defeitos, mas é composta em sua maioria por homens e mulheres focados no trabalho de proteger a sociedade.
As milhares de toneladas de drogas apreendidas nos últimos meses são prova inconteste da luta ferrenha contra as organizações criminosas.
Mas a acusação leviana, imprudente, precipitada, irresponsável tem consequências nefastas. Primeiro, porque o público costuma levar em conta esse tipo de desinformação, especialmente quando parte de um parlamentar que desonra o cargo que ocupa.
O eleitorado espera que ele, como tantos outros ungidos pelas urnas para defender a sociedade, fale a verdade. E que faça críticas e até acuse, mas com provas robustas, o que ele não fez.
A própria alegação de que fez uma denúncia à Polícia Federal é falsa. Um documento apócrifo foi entregue, segundo consta, ao superintendente da Polícia Federal, mas uma denúncia deve ser formalizada, protocolada. O protocolo encaminha para as devidas análises e investigações. Nada disso foi feito porque, na prática, Amom, não fez denúncia nenhuma.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

Aviso