O Ministério Público Federal quer saber por que um copeiro se tornou supervisor de Estágio II,junto ao Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (PARFOR), da Ufam, recebendo indevidamente R$ 29.700,00. A reitora Márcia Pereles Mendes da Silva tratou de demitir o servidor, por crime contra a administração pública, mas não explicou como Raimundo E. da S.Souza saiu da copa para coordenar cursos destinados a professores. Agora o MPF abriu procedimento com a finalidade de apurar a irregularidade.
A LUTA PELA VAGA DE DESEMBARGADOR NO MP
A abertura da vaga de desembargador destinada ao Ministério Público incendiou a luta interna na instituição. O procurador Fábio Monteiro, um dos postulantes, assinou ato criando sete novas promotorias de justiça criminal em Manaus. Isso dá a ele a simpatia de ao menos 14 promotores de justiça do interior. Sete serão promovidos para Manaus e os outros sete removidos para municípios mais próximos da capital. Fábio tomou medidas administrativas que julgou necessárias, mas a iniciativa, às vésperas de se licenciar o cargo para disputar a vaga, não foi bem vista pelos colegas.
FAMOSOS DO NATAL
Até há poucos anos se ouvia falar no Natal de presos famosos citando nomes de bandidos como Fernandinho Beira-mar, ou de personagens que ganharam fama por crimes midiáticos. Neste ano de 2016, os nomes que veem da carceragem são de políticos e empresários de renome, que nos últimos governos estiveram no topo da hierarquia política e empresarial do Brasil. Nada menos que 26 deles são réus em processos de corrupção investigados pela Operação Lava Jato e passarão o Natal na carceragem da PF em Curitiba. E ao contrário dos banquetes com que eram laureados nas noites natalinas, terão de fazer uma ceia simples e comer panettone esfarelado, uma norma de segurança da cadeia. Um Brasil começa a acreditar que o ‘crime não compensa’.
TRANQUINAGENS DO PAPAI NOEL
Nem Papai Noel, se bilionário fosse, seria tão generoso com suas crianças. Em acordos de leniência com o Brasil, os EUA e a Suíça, as empresas Odebrecht e Braskem mostraram ao mundo, esta semana, uma multibilionária rede de corrupção nos governos de Lula da Silva e Dilma Rousseff , que ultrapassou o território continental do país. Pagar multas que chegam a R$ 7 bilhões, pelas ‘traquinagens’ feitas com o dinheiro do povo brasileiro, talvez não alcance nem o dízimo dos bilhões pagos em propinas.
Para ‘ajudar’ na campanha de uma ‘autoridade’, a Braskem desembolsou R$ 50 milhões; para suprimir uma ‘emenda’ de uma lei do governo Dilma, pagou outros R$ 107 milhões em propinas. Já a Odebrecht chegou a pagar R$ 130 milhões só para ganhar uma concorrência da Petrobras. Que país é esse?
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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